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Direito à moradia e inclusão social

Título: Direito à moradia e inclusão social

Autor: Gilberto Passos De Freitas

Sinopse: O direito fundamental à moradia, direito social de todo cidadão, constitui um dos pressupostos para a efetivação do princípio da dignidade da pessoa humana, que deve ser garantido pelo Estado mediante a instituição de políticas públicas e criação dos meios materiais necessários ao seu exercício. O difícil acesso a um pedaço de terra aliado à ausência de uma política pública eficiente e à omissão dos poderes públicos municipais não respondendo à demanda de moradias, tem dado causa às ocupações ilegais e implantação de loteamentos clandestinos ou irregulares, levando a população menos favorecida a não ter uma moradia digna, mas sim marginalizada dos serviços essenciais, saúde, educação, condições básicas para a cidadania. Como a maioria das cidades não estava preparada para receber o elevado número de pessoas que ali chegavam, sequer dispondo de uma política habitacional para atender a demanda de moradia, e diante da falta de fiscalização, os núcleos informais foram se formando, alguns contando, inclusive, com a conivência do Poder Público Municipal, dando causa ao que se denomina cidade ilegal. Um dos grandes desafios a ser enfrentado pelo Poder Público Municipal, que a teor do artigo 182 da Constituição Federal de 1988, é competente para ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade, será solucionar a questão da desordenada situação urbanística existente, decorrente da implantação de assentamentos ilegais, clandestinos ou irregulares, hoje denominados núcleos urbanos informais, e garantir o direito à moradia digna, favorecendo a inclusão social da população ocupante. O problema é grave e vem crescendo. Há muito são discutidas e implementadas medidas para solucioná-lo, como a criação, em 2003, do Ministério das Cidades, incorporado em 2019 ao Ministério do Desenvolvimento Regional, cujo objetivo era combater as desigualdades sociais, transformar as cidades em espaços mais humanizados e ampliar o acesso da população a moradia, saneamento e transporte. Entretanto, os resultados têm sido tímidos e continuamos assistindo ao crescimento dos núcleos informais e, consequentemente, das desigualdades sociais e do desrespeito ao princípio da dignidade da pessoa humana. A Lei de Regularização Fundiária Urbana (Lei nº 13.465/2017), que tem como um dos objetivos garantir o direito social à moradia digna e às condições de vida adequadas (art. 10, inciso VI), apresenta-se como um instrumento da mais alta relevância, à medida em que não só procura regularizar a posse ou o título dominial, mas também organizar as cidades, com a implementação dos instrumentos de infraestrutura, enfim, promover a inclusão social daquelas pessoas, oferecendo-lhes a oportunidade de uma vida digna e saudável.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Direito à moradia e inclusão social”, de Gilberto Passos De Freitas, publicado pela editora Lumen Juris, em 2022 e com 232 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Lumen Juris

Páginas: 232

Ano: 2022

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 8551919008

ISBN13: 9788551919002

    Sobre a editora

    Os livros da editora Lumen Juris costumam oferecer uma leitura densa e focada em temas jurídicos contemporâneos, com forte ênfase em análises acadêmicas e pesquisas aprofundadas. O catálogo revela obras que abordam desde questões processuais e criminais até debates sobre direitos humanos, políticas públicas e direito empresarial, sempre com um tom crítico e fundamentado. A linguagem, apesar de técnica, busca ser acessível em alguns títulos, favorecendo tanto profissionais quanto estudantes. Há uma clara preocupação em apresentar estudos que dialogam com a realidade brasileira, incluindo temas como encarceramento feminino, judicialização de direitos sociais e desafios do sistema penal. O material de apresentação indica que o leitor encontrará textos que privilegiam o rigor científico e a reflexão ética, com ritmo que pode variar entre o mais analítico e o mais discursivo.

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