
Título: DISCURSO FILOSÓFICO DA ACUMULAÇÃO PRIMITIVA
Autor: Oliveira de
Sinopse: Ao estudar o Renascimento inglês, Pedro Rocha de Oliveira escancarou um fato extremamente atual: o de que a modernidade — que se confunde com o capitalismo, a acumulação primitiva e o progresso — é uma engrenagem que obrigatoriamente precisa de uma população periférica, externa ou interna, que é descartável, isto é, matável. O "populacho" está fora do acordo oligárquico que define uma democracia — que pertence aos experts, aos proprietários, os quais detêm o monopólio da racionalidade. Todas as nações do mundo fizeram isso, desde o início: Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha, Itália etc. O Brasil também, claro, desde sempre, porque esse é o regime da Colônia, ou seja, o conjunto da população matável administrada de fora por uma metrópole. Depois, a metrópole é interiorizada, com os mesmos objetivos. Por isso é que até hoje se mata nos campos e nas periferias deste país, impunemente. Eis o denominador comum de todas as elites brasileiras, sejam de esquerda ou de direita: todas são progressistas, pois o progresso é isso. E quem não se adequa a essa realidade é considerado "obscurantista", "medieval", "atrasado", "pré-moderno" etc. Para as pessoas que recebem essas alcunhas, o mundo "superior" do saber, da ciência, da administração pública não diz nada. O Estado é sempre visto como um inimigo do povo. O capitalismo, o progresso, a modernidade podem ser resumidos como uma guerra civil dos cidadãos contra os não cidadãos. A modernidade é o pressuposto de que existe um lado superior (civilização, progresso, racionalidade, administração pública, crítica da superstição), e um inferior, que são os não cidadãos, descartáveis, matáveis. O preço do progresso é o sacrifício de pobres, negros, índios, camponeses, mulheres etc. — Paulo Arantes
Contexto da obra
Na Filosofia, obras como esta costumam ganhar força pela densidade das ideias e pelo tipo de reflexão que propõem. “DISCURSO FILOSÓFICO DA ACUMULAÇÃO PRIMITIVA”, de Oliveira de, publicado pela editora Editora Elefante, em 2024 e com 504 páginas, integra a categoria Livros de Filosofia. Por isso, o contexto da obra costuma dizer bastante sobre a maneira mais produtiva de lê-la.
Editora: Editora Elefante
Páginas: 504
Ano: 2024
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 6560080072
ISBN13: 9786560080072
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,534
- Altura (cm): 21,00
- Largura (cm): 13,50
- Espessura (cm): 2,50
Sobre a editora
A leitura dos livros da editora Editora Elefante costuma envolver um mergulho crítico em temas sociais, políticos e culturais, com foco em realidades latino-americanas e questões globais contemporâneas. O catálogo privilegia obras que combinam rigor documental e reflexão teórica, muitas vezes com um tom analítico e um olhar atento às relações de poder, desigualdades e movimentos sociais. As narrativas transitam entre o ensaio, o relato investigativo e a crítica cultural, com ritmo que varia do denso ao acessível, mas sempre convidando à reflexão profunda. É comum encontrar textos que abordam desde a crítica ao extrativismo e ao desenvolvimento até debates sobre raça, gênero, trabalho e meio ambiente.
