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Discurso Sobre a Servidão Voluntária

Título: Discurso Sobre a Servidão Voluntária

Autor: Etienne De La Boetie

Sinopse: Quem era La Boétie e que pretendia ele? O que constitui a «eternidade» deste Discurso a sua intensidade de cometa cruzando os séculos é o facto de esta análise não ser «de tempo nenhum» sendo como é «de todos os tempos» — desde que existe o poder do Estado. Como Maquiavel a quem se opõe menos do que parece La Boétie atinge os segredos políticos dos séculos vindouros (Spinoza Locke Rousseau) fazendo-o porém com uma maior lucidez que o leva a recusar qualquer visão ideal das relações entre o Estado e o cidadão. Além disso o Discurso extravasa dos moldes duma leitura política tradicional. O repetido fascínio que exerce provém de igualmente lançar os fundamentos dum estudo das relações entre o domínio e a servidão nas relações íntimas interpessoais. O tirano não se reduz a uma categoria política é também uma categoria mental ou até «metafísica». Esta relação entre domínio e servidão não se trava somente na sociedade constituída trava-se também no âmago da consciência. Deste Discurso não extraímos uma simples lição política extraímos igualmente uma lição ética moral como um apelo a rejeitar das nossas próprias entranhas a figura ameaçadora e cruel e adorada do tirano. Séverine Auffret

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Discurso Sobre a Servidão Voluntária”, de Etienne De La Boetie, publicado pela editora Antígona, em 2016 e com 96 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Antígona

Páginas: 96

Ano: 2016

Edição:

Linguagem: pt_BR

ISBN:

ISBN13: 9789726080138

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Étienne de La Boétie traz à tona uma reflexão intensa sobre o poder e a liberdade, com um tom que mistura a urgência de um chamado à ação e a serenidade de um convite à consciência. A prosa é direta, com argumentos incisivos que expõem a servidão voluntária como um fenômeno tanto político quanto psicológico, criando uma tensão constante entre o indivíduo e o tirano, que é ao mesmo tempo externo e interno. O ritmo é marcado por uma lógica clara e contundente, que desafia o leitor a questionar as bases da autoridade e da obediência. Em meio a essa clareza, há também uma dimensão ética e moral que amplia o debate para o campo da responsabilidade pessoal e coletiva. Assim, a experiência de leitura é ao mesmo tempo intelectual e íntima, provocando uma inquietação que permanece após a última página.

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    Sobre a editora

    A leitura dos livros da editora Antígona revela um interesse persistente por temas que questionam estruturas sociais, políticas e culturais, frequentemente com um tom crítico e reflexivo. O catálogo privilegia obras que exploram a tensão entre indivíduo e sistema, seja por meio de análises filosóficas profundas, narrativas históricas ou ficções distópicas. A linguagem é, em geral, densa e cuidadosa, mas acessível, convidando o leitor a uma imersão que combina rigor intelectual com uma certa urgência existencial. Há uma presença marcante de textos que abordam crises sociais, identidades complexas e dilemas morais, com um ritmo que varia entre o contemplativo e o intenso, dependendo do enfoque narrativo. Essa diversidade se manifesta tanto em obras mais ensaísticas quanto em romances ou relatos biográficos, oferecendo contrastes entre o mais narrativo e o mais informativo.

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