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Dois Amores

Título: Dois Amores

Autor: Paulo Lins

Sinopse: Paulo Lins tem a capacidade única de mostrar o universo da população pobre do Rio de Janeiro com uma linguagem cândida – porque a lente que utiliza para focalizar seus personagens é a de quem conhece bem a pobreza e o preconceito e sabe quão humanos somos todos, por mais que variem as tintas que nos pintam ou as vidas que levamos. Lulu e Dudu são irmãos. Moram em Queimados, na Baixada Fluminense, a 50 quilômetros do Rio. Lugar quente, empoeirado, de muita pobreza e violência frequente. Os dois meninos querem arrumar namorada. Sobretudo, querem beijar na boca. Ora, lugar de encontrar namorada é o baile funk. Mas precisa ir bonito, de tênis colorido, de marca, pra impressionar. E pra comprar o tênis precisa de dinheiro. Balinha no trem que leva ao Rio, Mentex na porta do cinema, flanelinha no sinal. São as frestas que eles encontram, numa sociedade blindada para adolescentes pobres. Aliás, para adultos pobres também. O dinheiro dos pais mal dá para a dieta da casa: salsicha, macarrão com massa de tomate, farinha, bananada. A mãe é faxineira, o pai faz bicos – quando encontra. Também para eles, o mundo está fechado; também eles se submetem às oportunidades que aparecem para manter a família, toureando as dívidas. Em Queimados, no Rio – em Copacabana e no Leblon, na favela e no asfalto –, Lulu e Dudu sabem que a carência e a brutalidade estão presentes em tudo o que ocorre, limitando suas vidas como uma luva de aço. Falando de Lima Barreto, o escritor João Antônio escreveu, na introdução de um livro de crônicas do autor de Triste fim de Policarpo Quaresma: “Há escritores atrás, e mesmo ao lado, dos quais logo se vê, de pronto, um povo – com suas caras, roupas, cheiros, as maneiras todas de ser”. Paulo Lins é um desses escritores. Conta histórias que lembram contos de fadas, embora nelas as palavras duras tenham livre trânsito e não seja impossível aparecer uma metralhadora na mão de um duende, assim como há armas nas mãos dos ogros e dos gigantes comedores de crianças.

Contexto da obra

Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “Dois Amores”, de Paulo Lins, publicado pela editora Editora Nós, em 2021 e com 48 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.

Editora: Editora Nós

Páginas: 48

Ano: 2021

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8569020295

ISBN13: 9788569020295

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,080
  • Altura (cm): 19,00
  • Largura (cm): 11,00
  • Espessura (cm): 1,00

Sobre o autor

A leitura dos livros de Paulo Lins mergulha o leitor em universos onde a dureza das periferias brasileiras contrasta com a riqueza cultural e a esperança dos personagens. O ritmo é marcado por narrativas densas, que alternam entre a crueza da realidade social e momentos de humor ou sensualidade vigorosa, criando uma tensão constante entre o sofrimento e a resistência. A prosa, ora direta e contundente, ora detalhista e envolvente, constrói personagens que vivem entre o medo da exclusão e a busca por pertencimento. O leitor é convidado a acompanhar trajetórias que revelam as contradições do Brasil, entre favelas, bailes funk, e a formação da cultura popular, sempre com um olhar atento às relações humanas e às desigualdades. Essa experiência intensa e multifacetada é o que define os livros de Paulo Lins, que exploram tanto a violência urbana quanto a força da solidariedade e da cultura.

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Sobre a editora

Os livros da editora Editora Nós convidam o leitor a um mergulho em universos literários que transitam entre o coloquial e o experimental, o íntimo e o social. A oralidade periférica, a poesia que dialoga com o concreto e o manifesto, e narrativas que exploram a subjetividade em múltiplas vozes são marcas recorrentes. O catálogo revela uma atenção especial a temas como a resistência cultural, o feminismo crítico, e a complexidade das relações humanas em contextos contemporâneos, muitas vezes tensionados por violência, exclusão ou memória. A escrita varia do tom visceral e urgente ao lírico e sensorial, com ritmo que pode ser tanto vertiginoso quanto meditativo, dependendo da obra. Em alguns casos, há uma aposta clara na experimentação formal, seja pela fragmentação narrativa ou pelo uso de grafismos e diálogos internos.

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