
Título: É A Ideologia, Estúpido
Autor: Mendes Mateus
Sinopse: Étienne de La Boétie, já em 1571, em sua célebre obra "Discurso sobre a servidão voluntária", incursiona pelo que mais tarde ficará conhecido como psicologia de massas, e informa da irracionalidade da servidão, indicada como uma espécie de vício, de doença coletiva, pois o poder que um tirano ou uma oligarquia exercem sobre o indivíduo isolado ou sobre a coletividade é ilegítimo. Ainda hoje, 450 anos depois de La Boétie, o tema da servidão guarda sua importância, já que a alienação é demasiado doce (como um refrigerante) e a liberdade demasiado amarga, criando-se a ilusória impressão de que a servidão é, de fato, voluntária. Afinal, não sendo voluntária a servidão, que força (ou sortilégio?) é capaz de convencer bilhões de indivíduos excluídos, vilipendiados e tornados invisíveis, de que o Mal é o Bem e o diabo é o Deus, a ponto de fazê-los saírem às ruas como hordas enfurecidas de “zumbis”, porretes nos punhos e sangue nos olhos, para defenderem golpes de estado reacionários, belamente vendidos como “revoluções coloridas”, organizadas pelas burguesias nacionais associadas às potências imperialistas? O que leva milhões de trabalhadores, empregados e desempregados, no mundo inteiro, a aceitarem como benigno o neoliberalismo econômico capitalista que retira os direitos, desprotege e oprime? Que fenômeno é este, como entendê-lo e como superá-lo? Nestes tempos de embotamento das consciências e desesperança, É a ideologia, estúpido! surge como uma lamparina luminosa em meio às trevas, a revelar o que se oculta por trás da aparente naturalidade de ideias, narrativas e jargões que, de tão repetidas e disseminadas subliminarmente no cotidiano das populações, se cristalizaram na mente de bilhões de trabalhadores e párias da sociedade capitalista. E foi, justamente, para combater a desesperança dos que desistiram da luta e a estupidez de quem aceita ser repasto da besta capitalista que Mateus escreveu esta obra. (Nicodemos Sena) ** A presente obra de Mateus Mendes é uma contribuição formidável à análise crítica das disputas ideológicas que moldam a nossa realidade atual, contextualizando os fenômenos traumáticos que marcaram a nossa última década, explicando a ascensão do bolsonarismo e fornecendo substrato para a reflexão. É também um incentivo instigante para a organização da ação política, ao deixar claro que o primeiro passo para que a esquerda possa tentar vencer a guerra ideológica é começar a lutar. (Estevam Silva)
Contexto da obra
Nas Ciências Políticas, livros como este costumam dialogar com instituições, ideias e vida pública. “É A Ideologia, Estúpido”, de Mendes Mateus, publicado pela editora Letra Selvagem, em 2024 e com 152 páginas, integra a categoria Livros de Ciências Políticas. Esse enquadramento ajuda o leitor a perceber melhor a natureza analítica da obra e seu lugar no debate político.
Editora: Letra Selvagem
Páginas: 152
Ano: 2024
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 6589841330
ISBN13: 9786589841333
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,350
- Altura (cm): 23,00
- Largura (cm): 16,00
- Espessura (cm): 3,00
Sobre a editora
Os livros da editora LETRA SELVAGEM convidam o leitor a mergulhar em narrativas que transitam entre a memória afetiva, a história social e reflexões profundas sobre a condição humana. A experiência de leitura costuma ser marcada por um tom contemplativo, ora lírico, ora crítico, que privilegia o detalhamento de personagens e contextos, muitas vezes em cenários brasileiros ou em diálogos com outras culturas e tempos. O catálogo sugere uma preferência por obras que exploram conflitos internos e coletivos, com ritmo que varia do ensaio biográfico à prosa poética e ao drama histórico, sempre com uma linguagem que valoriza a densidade e a complexidade das tramas. Há livros que se aproximam do realismo social, enquanto outros se aventuram por territórios mais oníricos ou filosóficos, revelando um equilíbrio entre o narrativo e o reflexivo.
