
Título: Entredados livro, CD
Autor: Augusto de Campos
Sinopse: Um livro para ser ouvido e um disco para ser lido, como diz Carlos Adriano, sobre o novo trabalho de Augusto de Campos e Cid Campos. Entredados (Editora Laranja Original) será lançado virtualmente pela plataforma da Casa das Rosas, no dia 16 de abril, e presencialmente, no dia 26 de abril, no bar Balcão, em São Paulo. Neste LIVRO-CD registram-se leituras de Augusto de Campos, com música de Cid Campos, divulgadas esparsamente, ou inéditas. Privilegia-se, na primeira faixa, a rara e extraordinária gravação feita por Décio Pignatari, Haroldo e Augusto de Campos, da obra seminal da poética moderna, “Um Lance de Dados”, de Mallarmé, registrada por Dante Pignatari, na Rádio Cultura em 1977. Em vários de seus álbuns, Cid criou música para textos poéticos de linguagens as mais diversas, de alta densidade verbal, em composições para poemas experimentais, com interferências sonoras nos textos. Nesta coletânea é registrada mais uma vez a sintonia da parceria entre poeta e compositor, principalmente na criação de estruturas musicais que enfatizam os poemas com ambientações e texturas envolventes, em diálogo com a oralização do texto. As traduções de Augusto, feitas em épocas diversas, contemplando linguagens poéticas muito especiais, têm a unificá-las o fato de se referirem a autores notabilizados pela radicalidade, inovadores idiomáticos. Singulariza-as também o critério da “tradução-arte” ou “transcriação”, modalidade que busca corresponder aos originais não só vivencial mas plasticamente. Sob o mesmo prisma de inventividade, John Cage, o profeta-guerrilheiro da arte interdisciplinar, é homenageado num poema afe- tuoso ao modo dos seus “mesósticos”. Maiakóvski, é revivido em sua magna conversa com o camarada Sol. James Joyce e Lewis Carroll vocalizam sua mágica vocabular. Gregório de Matos — nosso “antropófago” barroco pré-oswaldiano — ressuscita, desacatando o Brasil de hoje . "O olhouvido ouvê” — escreveu Pignatari em seu manifesto de 1956. Este renovado “ouver” relembra também os 70 anos da revista-livro Noigandres n. 1 (dezembro de 1952), primeira reunião dos três poetas que se aventuraram a oralizar o Lance de Dados. Com a orelha escrita por Carlos Adriano, texto de apresentação por Augusto e projeto gráfico concebido por ele e André Vallias, o LIVRO/CD finaliza com a faixa, “da antologia clássica chinesa”, cujo texto passa pelas autorias de Confúcio e Joyce até chegar à tradução de Augusto, sendo a composição uma parceria com Cid com o músico Roberto Sion, com destaque para a melodia executada por ele em saxofone. As capas, do LIVRO e do CD , usam fotos de Fernando Laszlo e Walter Silveira, da série “dados” (1997), inspiradas no “lance de dados”, de Mallarmé. Cid Campos, além das composições, produção musical, arranjos, execução de todos os instrumentos e programações, realizou as gravações e mixagens em seu MC2 Studio. O disco estará também disponível nas principais plataformas digitais.
Contexto da obra
Na poesia, um livro como este costuma pedir um olhar mais atento para linguagem, ritmo e imagem. “Entredados livro, CD”, de Augusto de Campos, publicado pela editora Laranja Original, em 2022 e com 79 páginas, integra a categoria Livros de Poesia. Na prática, a força do livro muitas vezes aparece no modo como ele faz a linguagem trabalhar.
Editora: Laranja Original
Páginas: 79
Ano: 2022
Edição:
Linguagem: pt
ISBN: 9786586042344
ISBN13: 9786586042344
Sobre a editora
Os livros da editora Laranja Original costumam apresentar uma escrita que valoriza a poesia e a prosa com forte carga sensorial e reflexiva, muitas vezes explorando a memória, a identidade e a experiência íntima. A narrativa circula entre o lírico e o ensaístico, com textos que transitam entre o clássico e o contemporâneo, como nas obras que mesclam autoficção, crônica, poesia e investigação histórica. O catálogo sugere um interesse por vozes femininas e temas ligados à sensibilidade afetiva, além de um diálogo constante com a arte visual e a cultura brasileira. A leitura tende a ser densa, mas acessível, com ritmo que ora convida à contemplação, ora à inquietação, revelando uma diversidade que vai do relato pessoal à análise social.
