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Ética e política - A edificação do éthos cívico da paideia grega

Título: Ética e política - A edificação do éthos cívico da paideia grega

Autor: Miguel Spinelli

Sinopse: Por que os homens virtuosos são capazes de prover sabedoria para os próprios filhos em assuntos que dependem de mestres escolares, mas são incapazes de elevar esses mesmos filhos à virtude da qual eles próprios detêm a posse?” (Platão, Protágoras, 324 d). Esta obra se ocupa com o tema mais fascinante da reflexão filosófica grega: a Ética. Mescla abordagem histórica e análise de conceitos. Do ponto de vista histórico, percorre os caminhos do despertar da consciência ética promovida pelos poetas, rapsodos, legisladores, sofistas e filósofos gregos. Pela análise de conceitos, reproduz o embate de ideias que, no decurso histórico, veio a definir o éthos (o modo de ser) e a areté (o modo de portar-se) buscados pelos filósofos como o bom modo de viver e de habitar a pólis. No conjunto, a obra se ocupa, de um lado, com o projeto educador do éthos cívico promovido pela dialógica socrático-platônica e concebido em confabulação com os sofistas, rapsodos e poetas — com aqueles que foram os mestres ancestrais da escolaridade, mentores da vida cívica e difusores da cultura —; de outro, reproduz o empenho dos filósofos gregos no sentido de levar para dentro da legislatura das póleis o éthos filosófico reformador da civilidade grega. Em síntese, a partir da proposição de Heráclito que dizia ser o éthos a morada do homem, de um ponto de vista histórico e conceitual a obra se empenha em demonstrar como a posteridade grega foi levada a pensar a pólis de outras maneiras: [a] como se ela própria fosse o éthos (a morada) do homem; [b] que a pólis sem éthos é incapaz de promover um projeto reformador valioso de educação, de direito e de civilidade.

Contexto da obra

Na Filosofia, obras como esta costumam ganhar força pela densidade das ideias e pelo tipo de reflexão que propõem. “Ética e política – A edificação do éthos cívico da paideia grega”, de Miguel Spinelli, publicado pela editora Edições Loyola, em 2017 e com 472 páginas, integra a categoria Livros de Filosofia. Por isso, o contexto da obra costuma dizer bastante sobre a maneira mais produtiva de lê-la.

Editora: Edições Loyola

Páginas: 472

Ano: 2017

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8515044447

ISBN13: 9788515044443

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,687
  • Altura (cm): 23,00
  • Largura (cm): 16,00
  • Espessura (cm): 3,00

Sobre o autor

A leitura dos livros de Miguel Spinelli conduz o leitor a um mergulho denso e sistemático na filosofia antiga, especialmente grega e romana, com foco em temas como ética, educação e a construção do pensamento filosófico. O tom é predominantemente analítico e histórico, articulando conceitos complexos com rigor, mas sem perder a clareza. O ritmo varia entre momentos de exposição detalhada e reflexões conceituais que demandam atenção e pausa. Há uma tensão constante entre a reconstrução histórica dos debates filosóficos e a análise crítica das ideias, criando um espaço para o leitor questionar as origens e transformações do pensamento ocidental. Os personagens, quando aparecem, são figuras históricas estudadas sob a perspectiva de suas doutrinas e influências, mais do que como indivíduos biográficos. Essa experiência convida a uma leitura contemplativa, que valoriza o diálogo entre filosofia, política e educação. Em meio a esse panorama, os livros de Miguel Spinelli revelam um cuidado em mostrar como as disputas teóricas moldaram não só o pensamento, mas também instituições e práticas sociais.

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Sobre a editora

Os livros da editora Edições Loyola convidam o leitor a uma imersão em temas ligados à filosofia, teologia e espiritualidade, com abordagens que transitam entre o rigor acadêmico e a linguagem acessível. O catálogo privilegia obras que exploram a reflexão ética, a experiência religiosa e o pensamento crítico, muitas vezes ancorados em tradições cristãs e no diálogo com a cultura contemporânea. A leitura desses textos costuma exigir atenção ao desenvolvimento de argumentos densos, mas é também marcada por momentos de clareza didática e por um tom contemplativo. Há obras que apresentam compêndios clássicos, como tratados teológicos, e outras que adotam um estilo quase poético para discutir a condição humana e a fé.

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