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Falenas: Ensaio sobre a aparição, 2

Título: Falenas: Ensaio sobre a aparição, 2

Autor: Georges Didi-Huberman

Sinopse: As falenas são borboletas da noite cujos movimentos incertos surgem a partir desse fundo de obscuridade de onde elas irrompem para logo a seguir desaparecerem. Os seus percursos errantes repercutem, por isso, o batimento das assas também a fragilidade e a beleza fugidia das suas formas. Este trajecto perfaz ainda a metamorfose que elas mesmo atravessam: de larva trepadora lixam-se, aparentemente imóveis, em crisálidas, para ressurgirem num esplendor de asas, como experiência de um sulco que se inscreve indelével, entre aparição e desaparição, expressão da memória e do afecto visual. Neste livro as falenas são a metáfora da imagem e do seu conhecimento, a composição oscilante dos seus processos de remomeração e impressão, dos seus modos de aparecer e saber. Em "Falenas", G. Didi-Huberman aplia e aprofunda a convicção já apresentada em obras como "Imagens Apesar de Tudo" e "Atlas ou a Gaia Ciência Inquieta", onde o que está em jogo é nada mais nada menos que o conhecimento histórico e o papel das imagens nessa delicada construção que implica o nosso sentido do presente e perspectiva de futuro. No bater de asas das falenas pulsa o tempo histórico e a contemporaneidad, como já acontecia com "Angelus Novus" de Paul Klee que Benjamin comentou - referência fundamental de Didi-Huberman -, em trânsito entre o pasado e o futuro.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Falenas: Ensaio sobre a aparição, 2”, de Georges Didi-Huberman, publicado pela editora KKYM, em 2015 e com 346 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: KKYM

Páginas: 346

Ano: 2015

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 9899892467

ISBN13: 9789899892460

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Georges Didi-Huberman é um mergulho denso e inquietante na relação entre imagem, história e memória. O ritmo é marcado por uma reflexão profunda que alterna entre o minucioso exame de detalhes visuais e a construção de panoramas intelectuais amplos, onde a imagem não é apenas documento, mas um operador de tempo e sentido. O tom oscila entre o rigor filosófico e o lirismo da experiência estética, convidando o leitor a contemplar o visível em sua complexidade, sem reduzir as imagens a interpretações fixas. A tensão se instala na busca por compreender como o passado pode ser apreendido e representado por meio das imagens, sempre com uma atenção ética e política que atravessa o texto. Em meio a essa densidade, há uma delicadeza no tratamento das memórias, das aparições e das ausências, que desafia o leitor a pensar o que significa realmente ver e saber. Os livros de Georges Didi-Huberman propõem, assim, um diálogo constante entre o visível e o invisível, o real e o imaginário, a história e o presente.

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