
Título: Fenomenologia da vida cotidiana
Autor: Cadastro de autores
Sinopse: “Eu me encontrava em uma rua levemente curva, nos confins da cidade onde moro. E estranhamente havia ali, em lugar de alguma outra coisa que não poderia reter minha memória, havia, dizia eu, esta coisa, que não deveria haver. Havia uma larga vitrina debaixo de um letreiro muito novo, brilhante, imaculado, apoiado à parede; sobre esse letreiro, achava-se escrita em caracteres rígidos a palavra “PADARIA”. Podiam-se divisar, através da vitrina, alguns mostradores que possuíam certo ar de semelhança – e até mesmo, para ser honesto, uma similaridade muito franca – com aqueles que são costumeiramente utilizados para expor bolos ou pastéis repugnantes, estantes, sem dúvida, colocadas ali para aumentar a confusão com lugares familiares, mas eu não era um crédulo. Quanto mais o seu zelo era levado para além do crível, tanto menos enganado eu era; assim, plantada atrás desses fantasmas de prateleiras, levantava-se em posição expectante, perfeitamente imóvel, a padeira! – a padeira… e seu avental branco.”
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Fenomenologia da vida cotidiana”, de Cadastro de autores, publicado pela editora Chão da feira, em 2014 e com 5 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Chão da feira
Páginas: 5
Ano: 2014
Edição:
Linguagem: português
ISBN:
ISBN13:
Sobre a editora
Os livros da editora CHAO DA FEIRA oferecem uma experiência de leitura marcada pela reflexão filosófica e estética, frequentemente atravessada por imagens em movimento e pensamento. O catálogo privilegia obras que exploram a relação entre linguagem, corpo e sensibilidade, com textos que transitam entre o ensaio, a poesia e a performance, propondo uma leitura atenta ao ritmo e à materialidade da palavra. Há um interesse constante em temas como a transformação política do sensível, a comunicação entre espécies, e a tensão entre o visível e o invisível. O tom dos livros varia entre o contemplativo e o experimental, com narrativas que convidam o leitor a se posicionar entre as imagens e os conceitos, em um espaço aberto à fabulação e ao questionamento.
