
Título: Fuga eterna para lugar nenhum
Autor: Héber Luciano
Sinopse: "Fuga eterna para lugar nenhum" reúne 50 poemas de Héber Luciano. Com linguagem simples e introspectiva, os textos abordam temas como amadurecimento, solidão e a busca por pertencimento. Acima de tudo, a coletânea retrata — de maneira honesta — a depressão e o vazio existencial, como no poema “outra cama”, que apresenta uma autoanálise sobre relações líquidas: “então observo a garota / cruzar, nua, o apartamento, / mas meu coração enxerga / uma alma trajando burca. /às vezes é como / entrar numa loja de roupas / e experimentar as peças, / sabendo que não vou levar. / e às vezes é como / invadir a reta final / de uma maratona e sair / com medalha no peito, / a camiseta limpa, / nem um pingo de suor, / sem saber ao certo / a quem estou enganando.” O amor — como não poderia deixar de ser — também é abordado na coletânea. Com referências a poetas como Carlos Drummond de Andrade e Frank O’Hara, os poemas falam de amor platônico, paixão e desamor. É o caso do poema “renúncia”, que retrata o estágio final de uma desilusão amorosa: “tirei esse afeto do coração / como quem tira do bolso / o embrulho rasgado / e vazio de um chocolate.”
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Fuga eterna para lugar nenhum”, de Héber Luciano, publicado pela editora Editora Urutau, em 2024 e com 112 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Editora Urutau
Páginas: 112
Ano: 2024
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 6559006948
ISBN13: 9786559006946
Sobre a editora
Os livros da editora Editora Urutau convidam a uma leitura que atravessa intensas reflexões sobre identidade, corpo e subjetividade, com uma atenção marcada à singularidade dos sujeitos e suas experiências. O catálogo revela uma predileção por narrativas que exploram o íntimo, o desejo e as tensões entre o eu e o social, muitas vezes em diálogo com questões de gênero, sexualidade e poder. A poesia aparece como uma voz potente, ora crítica e contestadora, ora imersa em imagens sensoriais e filosóficas, enquanto a prosa se detém em personagens femininas complexas e em tramas que misturam fantasia e realidade. Há obras que se debruçam sobre o corpo em suas múltiplas formas e relações, incluindo perspectivas trans e LGBTQIA+, e outras que propõem debates epistemológicos e políticos a partir do campo da psicanálise e dos estudos queer. O tom geral varia entre o denso e o lírico, com ritmo que pode ser tanto meditativo quanto pulsante, conforme o tema e o formato.
