
Título: Homens e saber na Idade Média
Autor: Jacques Verger
Sinopse: Nesse curto e inspirado livro, Jacques Verger circunscreve a figura dos "homens de saber": indivíduos treinados e educados em diferentes formas de conhecimento dispensadas pelas principais instituições educacionais europeias entre os séculos XIV e XV. Deixando de lado a tradicional definição de "intelectual" (divergindo, assim, do clássico livro do medievalista Jacques Le Goff), Verger opta por uma terminologia que dá maior ênfase às nuances medievais da constituição social, política e cultural desse grupo de homens que tinham suas vidas entrelaçadas com as principais figuras do poder na Idade Média — a Igreja Católica e as monarquias. As três partes do livro articulam as três dimensões nas quais o historiador vê emergir seus protagonistas: os fundamentos culturais (os saberes, as instituições e os livros), as competências (o serviço prestado à Igreja e à monarquia, a integração com a sociedade), a representação de grupo (como esses homens viam a si mesmos e o que desejavam para si mesmos como instância diferenciada da sociedade).
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Homens e saber na Idade Média”, de Jacques Verger, publicado pela editora EDUSC, em 1999 e com 283 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: EDUSC
Páginas: 283
Ano: 1999
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8586259462
ISBN13: 9788586259463
Sobre a editora
Os livros da editora EDUSC oferecem uma imersão densa e reflexiva em temas ligados à história, filosofia e ciências sociais, com ênfase em abordagens críticas e teóricas. A leitura costuma exigir atenção à complexidade dos conceitos, como a análise da historiografia, da cultura e das ideias sociais, muitas vezes explorando tensões entre passado e presente. O catálogo privilegia textos que dialogam com a tradição acadêmica, mas que também apresentam perspectivas inovadoras, como a antropologia histórica ou a fenomenologia cultural. Há obras que propõem exercícios pedagógicos e outras que aprofundam debates éticos e políticos, num tom predominantemente analítico e didático. Essa combinação cria uma experiência de leitura que convida à reflexão cuidadosa e ao questionamento de pressupostos.
