
Título: Hotel Atlântico
Autor: João Gilberto Noll
Sinopse: Em um hotel de Copacabana um homem se depara com um cadáver carregado pelas escadas. O acontecimento dá início a um percurso inesperado, onde se encontra repetidas vezes com a morte e com personagens inusitados. Um livro de ação permanente, criada pelo olhar de um homem que se envolve com a paisagem em mutação e encontra pessoas que jamais participam pacificamente da sua vida. A relação de intenso conflito cumpre sua radicalidade quando o autor se entrega para os fatos que surgem pela mão da palavra em movimento, enquanto o narrador desta não-história parece distante do que vive intensamente. Publicado pela primeira vez em 1989 e tida como uma das grandes obras do autor sacramentado como revelação dos anos 80 e que hoje é parte da melhor literatura brasileira, Hotel Atlântico está sendo adaptado para as telas, com direção da cineasta Suzana Amaral (de A Hora da Estrela). Este romance pertence ao seco território de uma escrita que chega ao limite em cada livro de João Gilberto Noll. Ao longo de nove romances e um livro de contos, ele acabou forçando a crítica a reciclar conceitos para poder entender a erupção dessa literatura. O seco não se deve à economia ou escassez, mas pela impiedade da abordagem, que não dá margem às manobras comuns da narrativa, e por tabela, às análises literárias. Noll rebela-se contra os conceitos gerados pelo hábito, pelas certezas ou até mesmo pela preguiça. Não quer ser enquadrado como escritor intimista, mesmo reconhecendo suas preocupações com a subjetividade.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Hotel Atlântico”, de João Gilberto Noll, publicado pela editora Francis, em 2003 e com 110 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Francis
Páginas: 110
Ano: 2003
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8589362353
ISBN13: 9788589362351
Sobre a editora
Os livros da editora Francis costumam explorar narrativas densas e multifacetadas, muitas vezes ancoradas em contextos históricos ou políticos complexos. A experiência de leitura varia entre ficções que mesclam personagens profundamente perfilados com cenários reais, como revoluções e regimes autoritários, e ensaios que investigam temas contemporâneos como documentários, intolerância e política internacional. O tom desses livros pode oscilar entre o crítico e o reflexivo, com ritmo que ora privilegia a tensão dramática, ora o pensamento analítico. O catálogo sugere um interesse por personagens em transformação, conflitos éticos e sociais, além de uma abordagem que valoriza tanto o relato íntimo quanto o panorama amplo.
