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Humanismo Em Cena

Título: Humanismo Em Cena

Autor: Bruno de Morais Cury

Sinopse: Localizo meu gosto pelo cinema, posteriormente transformado em paixão, desde minha infância, quando eu e minha irmã mais velha fazíamos, como nós mesmos chamávamos, “caderninhos de filmes”, nos quais colávamos cartazes, fotos de atores/atrizes e, claro, o que nos era mais atrativo, os pôsteres. Penso agora que a nossa mania de rever os que mais gostávamos devia-se ao fato, mesmo que não fosse claro para mim na época, o que cada um deles causava em nós internamente. Nesta época, lembro-me de praticamente termos decorado as falas de “Os goonies”, “Indiana Jones e o templo da perdição”, Curtindo a vida adoidado”, “Os aventureiros do bairro proibido” dentre outros. Nesta ocasião, a infância, levava à escolha destes filmes imagino por ela também estar se perdendo com o tempo. Deparo-me até hoje com a estranheza de algumas pessoas ao perceber esta mania de rever os filmes que gosto, que, claro, permaneceu, mas o que considero uma evolução (e aqui entra o contato com a Psicologia) para filmes mais cults e reflexivos, como “Cidade dos anjos”, “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”, “Beleza Americana” e outros que não poderia ter deixado de fora do livro. Com a minha notória afinidade pelos princípios da Abordagem Centrada na Pessoa, ao final do meu curso de Graduação, principalmente pelas aulas e supervisões com os professores Antônio Ângelo Favaro Coppe, Escípio da Cunha Lobo e Ana Maria Sarmento Seiler Poelman, comecei a exercer a clínica humanista de Carl Rogers, alías, a minha. Fiz então uma formação em psicoterapia clínica, na mesma abordagem, pelo IHP - Instituto Humanista de Psicoterapia, quando o Professor de Filosofia Johannes Poelman pediu que nosso trabalho final fosse articular as filosofias existenciais e humanistas com algum tipo de arte. Dessa proposta, fiz o primeiro artigo do livro “a possibilidade e a descrença nos filmes cidade dos anjos e matrix”. Desde então, a idéia tomou corpo e, sempre que tinha tempo, escrevia um artigo. Considerei que mesmo com muita dedicação, o que já tinha produzido não era um material “suficiente”, digamos assim, a ponto de publicar um livro. Foi quando em um dos grupões no VIII Fórum Brasileiro da Abordagem Centrada na Pessoa (outubro de 2009), realizado em Florianópolis/SC, pedi ajuda em público para concluir o projeto original, e, desde então, passei a receber dos profissionais, clínicos, professores e alunos envolvidos com a ACP de vários Estados, os artigos produzidos, que encontram-se no livro. Os filmes sempre me inspiraram a enxergar a vida de forma diferente com a mensagem que trazem, por isso desde que tornei-me professor em 2006 nunca deixei de usar trechos ou até filmes completos para ilustrar o que estava falando em sala teoricamente. O retorno que tive e tenho dos meus alunos é que além de gostarem, é sempre bom tentar aplicar o conteúdo teórico com algum outro recurso, e, sendo assim, por que não a sétima arte? Como Sartre disse, se “o existencialismo é um humanismo”, a primeira abordagem teórica e seus respectivos representantes aparecem vez ou outra num artigo ou outro no decorrer da obra, apesar do enfoque maior ser na ACP humanista de Carl Rogers. É importante lembrar que ambas teorias encontram suas semelhanças no que diz respeito à Psicologia e, além disso, possuem o mesmo método de intervenção, a Fenomenologia, diferenciando-se em alguns aspectos na Filosofia. Antes de iniciar os artigos “acepistas” relacionados aos filmes, acrescentei um intitulado de “luto do consultório”, que tem o intuito de explanar sobre as atitudes básicas do psicoterapeuta, para que a leitura fique acessível também ao público leigo que possa se interessar. Gosto muito da idéia de aplicar a ACP em outros contextos, como o próprio “jeito de ser” propõe, e como nas outras forças de Psicologia já existia algo semelhante, resolvi tomar a iniciativa para que esse seja apenas o primeiro livro de uma série que pode ser feita por mim ou por qualquer um de vocês. Agradeço este projeto aos professores citados anteriormente, amigos do GRUMPSIH – Grupo Mineiro de Psicologia Humanista, da minha graduação de Psicologia, da vida, psicólogos centrados, e aos behavioristas e psicanalistas, principalmente e, claro, aos meus alunos, que foram meus grandes inspiradores e também co-autores do livro. Que todos tenham uma boa sessão e bem acompanhados, ao lado de Carl Rogers! Bruno de Morais Cury

Contexto da obra

Na Psicologia, livros como este costumam interessar tanto pela formação quanto pela reflexão que propõem. “Humanismo Em Cena”, de Bruno de Morais Cury, publicado pela editora CRV e com 240 páginas, integra a categoria Livros de Psicologia. Esse enquadramento ajuda a situar melhor a obra entre leitura acadêmica, interesse clínico e reflexão sobre experiência humana.

Editora: CRV

Páginas: 240

Ano:

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8562480894

ISBN13: 9788562480898

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,520
  • Altura (cm): 23,00
  • Largura (cm): 16,00
  • Espessura (cm): 1,50

Sobre a editora

Os livros da editora CRV apresentam uma leitura que convida à reflexão crítica e interdisciplinar, especialmente em áreas como educação, ciências humanas e sociais. A experiência de leitura costuma ser densa, com textos que exploram temas como políticas educacionais, formação docente, questões de gênero, saúde pública, história social e práticas pedagógicas, sempre com um tom analítico e fundamentado em pesquisas acadêmicas. O catálogo sugere obras que dialogam com desafios contemporâneos, abordando desde a crise educacional até a construção de saberes em contextos locais e globais, com uma linguagem que varia entre o didático e o ensaístico. A diversidade de temas é acompanhada por uma preocupação em conectar teoria e prática, em especial no campo da educação e das ciências sociais.

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