
Título: Invenção de Atenas
Autor: Nicole Loraux
Sinopse: Dona de um estilo peculiar de escrita e análise, Nicole Loraux apresenta neste volume, que já se tornou um clássico, aquilo que os atenienses concebiam como constitutivo da sua identidade cívica através das Orações Fúnebres, visando a instalar Atenas “em representação” da pólis como unidade ideal. Paradoxo ou contradição: o logos politikos que se elabora aí assume a forma contundente de uma democracia aristocrática do valor “sem tensão ou facção”. Instituição cívica e gênero literário, instituição do discurso oficial e tradução da vida política em uma idealidade “em que a grandeza é para a cidade uma essência”, não teria a oração fúnebre outra verdade a não ser a da frase célebre de Tucídides: “Sob o nome de democracia era, na verdade, o primeiro cidadão que governava”? Questionando a coincidência do regime e de seu discurso, a investigação arqueológica de Nicole Loraux evita, por sua vez, sucumbir à vertigem do Um, para nos levar a apreender no gênero oficial do elogio de Atenas, um hiato constante entre “Atenas e Atenas”, ferindo a ideia de cidade clássica, sempre homogênea a si mesma. Ler “Invenção de Atenas” para se envolver com o mundo discordante da Grécia antiga é aceitar um convite tão prazeroso quanto instigante e esclarecedor da sua reflexão. O que não deixará de produzir efeitos inquietantes para a questão nada resolvida da cidadania e da democracia contemporâneas.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Invenção de Atenas”, de Nicole Loraux, publicado pela editora Editora 34, em 1994 e com 443 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Editora 34
Páginas: 443
Ano: 1994
Edição:
Linguagem: português
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Sobre a editora
Os livros da editora Editora 34 oferecem uma experiência de leitura que combina densidade intelectual com diversidade temática, transitando entre narrativa literária, ensaios filosóficos e estudos históricos. O catálogo privilegia obras que exploram a complexidade da condição humana, seja por meio de romances com personagens multifacetados, seja por análises críticas que dialogam com a política, a arte e a cultura. Muitos títulos apresentam um tom reflexivo e, por vezes, crítico, com narrativas que podem ser tanto mais literárias e ficcionais quanto mais analíticas e teóricas. A presença de traduções diretas e cuidadosas reforça um compromisso com o rigor e a fidelidade textual, além de abrir espaço para autores clássicos e contemporâneos de diferentes tradições.
