
Título: Kibogo subiu ao céu
Autor: Scholastique Mukasonga
Sinopse: Em Ruanda, quando o rei Musinga recusa o batismo colonizador e é deposto de seu poder em 1931, padres missionários iniciam a conversão da população à fé cristã, causando um estranho sincretismo religioso no país. Quem subiu ao céu, Kibogo, filho do rei, ou Yézu, salvador dos missionários? Quem trouxe de volta a chuva, salvando o povo da seca e da fome, Virgem Maria ou Mukamwezi, sacerdotisa do príncipe? Em Kibogo subiu ao céu, Scholastique Mukasonga centraliza na melhor ficção literária o conflito imposto sobre as narrativas fundadoras de um povo subjugado e narra o surgimento de uma resistência cultural e social a partir dele. Numa prosa cheia de humor e lirismo, na qual mitos sublimes se misturam a violências históricas brutais, Mukasonga constrói com primazia o retrato de um povo que questiona e afirma a si mesmo.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Kibogo subiu ao céu”, de Scholastique Mukasonga, publicado pela editora Editora Nós, em 2024 e com 120 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Editora Nós
Páginas: 120
Ano: 2024
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 6585832310
ISBN13: 9786585832311
Sobre a editora
Os livros da editora Editora Nós convidam o leitor a um mergulho em universos literários que transitam entre o coloquial e o experimental, o íntimo e o social. A oralidade periférica, a poesia que dialoga com o concreto e o manifesto, e narrativas que exploram a subjetividade em múltiplas vozes são marcas recorrentes. O catálogo revela uma atenção especial a temas como a resistência cultural, o feminismo crítico, e a complexidade das relações humanas em contextos contemporâneos, muitas vezes tensionados por violência, exclusão ou memória. A escrita varia do tom visceral e urgente ao lírico e sensorial, com ritmo que pode ser tanto vertiginoso quanto meditativo, dependendo da obra. Em alguns casos, há uma aposta clara na experimentação formal, seja pela fragmentação narrativa ou pelo uso de grafismos e diálogos internos.
