
Título: Lete: Arte e Crítica do Esquecimento
Autor: LINGUISTIK DER (1966) / WELT LUGE
Sinopse: LETE, de Harald Weinrich, é um ensaio, uma viagem pelo rio mitológico de mesmo nome e pela história cultural deste fenômeno. Weinrich observa como o homem tem lidado com o esquecimento, analisando-o em seus vários aspectos na literatura, na filosofia, na história e, principalmente, na mitologia ocidentais. Lete, o Esquecimento, é filha de Éris, a discórdia, e, segundo uma tradição, mãe das Cáritas, as Graças.A Fonte do Esquecimento, conhecida por Lete e situada nos Infernos, era de onde os mortos bebiam um líquido para esquecer a sua vida terrena. De igual modo, na concepção dos filósofos - de que Platão se fez eco com O Mito da Caverna - antes de regressar à vida e de retomar um corpo, as lamas bebiam desse líquido, que lhes tirava a memória do que tinham visto no mundo subterrâneo.Perto do oráculo de Trofónio, em lebadeia, na Beócia, existiam duas nascentes, aonde deviam beber os que o consultavam: a Fonte do Esquecimento e a Fonte da Memória, Mnemósine. Lete transformou-se numa alegoria, O esquecimento, irmã da Morte e do Sono, freqüentemente mencionada pelos poetas. Weinrich se propôs uma tarefa que jamais alguém antes havia cumprido: escrever a história cultural da dupla face do esquecimento - da técnica em vencê-lo e da crítica feita em querer vencê-lo. O homem necessita combater o esquecimento e, ao mesmo tempo, contar com ele. Lete, como toda divindade tinha uma relação ambígua com os homens. Na Antigüidade grega já era conhecida essa relação. Temístocles, por exemplo, antecipava o que Nietzsche escreveria muitos anos depois: felizes os que esquecem.' Na Odisséia, Ulisses relata que os maiores obstáculos em seu retorno a Ítaca se dão em três momentos: os lotófagos, Circe e a ninfa Calipso se empenham de igual em provocar o esquecimento da vontade de voltar. Segundo o professor e crítico Luiz Costa Lima, partindo deste ponto, Weinrich percorre Ovídio - tanto autor de um ars amatoria como aquele que celebra Amor Lethaeus, o deus romano responsável pelo árduo trabalho de provocar o esquecimento do amor - entre outros, Virgílio, Platão, Agostinho, Dante, Vives, Rabelais, Montaigne, Cervantes, sua pouco lembrada fonte, o médico Juan Huarte, aos quais nesta edição brasileira, publicada pela Editora Record, se acrescenta Camões, vindo daí aos modernos e aos contemporâneos.A sutileza de LETE consta de duas faces: inteligência e leveza igualmente incríveis. Um estudo imperdível e precioso. Com o olhar fixo sobre o rio, o autor se propõe a analisar e descrever, a partir de numerosos exemplos retirados essencialmente da literatura européia no sentido amplo do termo, as formas mais notáveis que revestem o esquecimento no desenrolar da história cultural, da Antigüidade aos nossos dias. Harald Weinrich é um lingüista alemão, professor de literatura comparada nas universidades de Kiel, Colônia, Bielefeld e Munique, Harald Weinrich foi depois de romanística no Collège de France. Entre seus grandes livros: Das Ingenium Don Quijotes (1956), Tempus - Besprochene und erzä
Contexto da obra
Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “Lete: Arte e Crítica do Esquecimento”, de LINGUISTIK DER (1966) / WELT LUGE, publicado pela editora CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA, em 2001 e com 350 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.
Editora: CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA
Páginas: 350
Ano: 2001
Edição: 1
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 852000542X
ISBN13: 9788520005422
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,400
- Altura (cm): 23,00
- Largura (cm): 16,00
- Espessura (cm): 1,90
Sobre a editora
Os livros da editora Civilização Brasileira apresentam uma experiência de leitura que transita entre o rigor histórico, a análise social e a literatura de qualidade. O catálogo reúne obras que exploram desde a formação política e social do Brasil até reflexões filosóficas e ensaios críticos, muitas vezes com um viés marxista ou político, mas também com espaço para literatura e poesia. A diversidade temática inclui estudos detalhados sobre períodos históricos, biografias, e análises culturais, com textos que combinam densidade conceitual e linguagem acessível, favorecendo leitores interessados em aprofundar seu entendimento sobre o Brasil e o mundo. O tom dos livros varia entre o didático e o narrativo, com algumas obras adotando uma abordagem mais interpretativa e outras privilegiando a pesquisa documental.
