
Título: L’Homme atlantique
Autor: Marguerite Duras
Sinopse: « Je l’ai pris et je l’ai mis dans le temps gris, près de la mer, je l’ai perdu, je l’ai abandonné dans l’étendue du film atlantique. Et puis je lui ai dit de regarder, et puis d’oublier, et puis d’avancer, et puis d’oublier encore davantage, et l’oiseau sous le vent, et la mer dans les vitres et les vitres dans les murs. Pendant tout un moment il ne savait pas, il ne savait plus, il ne savait plus marcher, il ne savait plus regarder. Alors je l’ai supplié d’oublier encore et encore davantage, je lui ai dit que c’était possible, qu’il pouvait y arriver. Il y est arrivé. Il a avancé. Il a regardé la mer, le chien perdu, l’oiseau sous le vent, les vitres, les murs. Et puis il est sorti du champ atlantique. La pellicule s’est vidée. Elle est devenue noire. Et puis il a été sept heures du soir le 14 juin 1981. Je me suis dit avoir aimé. » Marguerite Duras
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “L’Homme atlantique”, de Marguerite Duras, publicado pela editora Les Éditions de Minuit, em 1982 e com 32 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Les Éditions de Minuit
Páginas: 32
Ano: 1982
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN:
ISBN13: 9782707306111
Sobre a editora
A leitura dos livros da editora Les Editions de Minuit revela um mergulho em obras que exploram intensamente a interioridade, o espaço e o silêncio. Muitas narrativas apresentam personagens imersos em estados de isolamento ou em processos de reflexão profunda, como a redução progressiva de seus mundos até o quase nada. O catálogo também indica um interesse por obras que investigam o contato físico e sensorial, seja pela memória do toque ou pela materialidade do espaço. O tom das obras varia entre o contemplativo e o inquietante, com passagens que combinam humor sutil e tensão existencial. Além disso, há textos que propõem um diálogo com a história e a imagem, abordando temas como a memória, o poder das imagens e a filosofia do conceito.
