
Título: Língua brasa carne flor
Autor: Iara Rennó
Sinopse: Desde menina, Iara disse, claro e alto, a que veio. Disse sem meias palavras. Disse com o corpo inteiro. Logo, logo, disse também com a música. Sempre quebrando expectativas, garantindo aquele algo mais, visceral, total. Toda semana poesia e, de repente, um domingo de prosa. Mas ainda poético, porque ela não consegue não poetar, queira ou não, acaba lambendo fonemas, até no fogão. De tomo em tomo nesse livro você vai tomando tento que com ela o negócio é mais embaixo. E bem mais em cima. Em vez de discursos feministas ela prefere jogar a mulher que ela é, a mulher que a mulher é, quando fêmea, na cara de quem lê. Totalmente sem-vergonha: louvados sejam as deusas por isso. Porque isso é o que há de mais feminista. Diz que Afrodite fala com ela. Acho que fala através dela. Sei uns poucos nomes da nova mulher. Um deles, certamente, é Iara Rennó. Alice Ruiz
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Língua brasa carne flor”, de Iara Rennó, publicado pela editora Patuá, em 2015 e com 108 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Patuá
Páginas: 108
Ano: 2015
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8582971990
ISBN13: 9788582971994
Sobre a editora
Os livros da editora Patuá convidam o leitor a navegar por universos literários que exploram a intensidade das emoções e a complexidade das relações humanas, muitas vezes atravessadas por temas como memória, identidade e transformação. A leitura costuma oscilar entre o lírico e o inquietante, com narrativas que transitam entre o realismo poético e o fantástico, sem abrir mão de um tom reflexivo e, por vezes, melancólico. A prosa e a poesia se entrelaçam em textos que desafiam a linearidade, valorizando a fragmentação e a experimentação formal. O catálogo revela obras que dialogam com questões sociais atuais, como sexualidade, violência e silêncio, sempre com uma escrita que privilegia a densidade afetiva e o ritmo cadenciado.
