
Título: Livro, mundo digital e leituras: Práticas e apropriações
Autor: Roger Chartier
Sinopse: Então quem domina o sentido de um texto? É o autor? o Editor? O corretor? O compositor? Ou o leitor? A mobilidade da significação é outra razão da instabilidade dos textos. Borges atribuiu as mutações das maneiras de ler às variações dos sentidos das obras. A questão essencial que aqui se coloca é a do processo pelo qual os leitores, os espectadores e os ouvintes dão sentido aos textos de que se apropriam. Infelizmente, o mundo digital favorece outra leitura: a apressurada, que deseja chegar o mais rápido possível à conclusão da análise e ao desenlace da narração. A lógica de aeleração caracteriza particularmente a relação dos leitores nascidos no mundo digital com todos os objetos culturais, não só os livros, mas também as séries e os filmes, olhando no dobro da velocidade normal, ou ainda as faixas de música reduzidas a um minuto. Esses usos impacientes se encontram associados com a falta de questionamento da veracidade dos conteúdos transmitidos. Desafiam as operações mais lentas do conhecimento crítico necessário para a compreensão tanto do presente como do passado. Assim, as leituras dos textos breves das redes sociais definem o padrão de qualquer leitura. A digitalização de todas as práticas e relações sociais impõe uma ubiquidade da escrita e da leitura sobre as mesmas telas (do computador, do tablet tátil e do smartphone) e nas mesmas formas discursivas breves, segmentadas e maleáveis.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Livro, mundo digital e leituras: Práticas e apropriações”, de Roger Chartier, publicado pela editora UFG, em 2022 e com 115 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: UFG
Páginas: 115
Ano: 2022
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 6586636167
ISBN13: 9786586636161
Sobre a editora
Os livros da editora UFG costumam apresentar uma leitura densa e focada em temas acadêmicos e culturais, com forte presença de estudos literários, linguísticos e históricos. O ritmo das obras varia entre análises detalhadas e narrativas que resgatam memórias e contextos sociais, muitas vezes com tom reflexivo e rigoroso. Há um interesse recorrente em examinar processos culturais brasileiros, como o sertão e suas representações, além de investigações sobre períodos históricos marcantes, como a resistência política na ditadura militar. O catálogo indica também uma preocupação com o diálogo entre teoria e prática, seja na educação, filosofia ou nas ciências sociais, o que sugere um público leitor atento a textos que mesclam pesquisa e reflexão crítica.
