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Margem Esquerda 15: Estudos marxistas

Título: Margem Esquerda 15: Estudos marxistas

Autor: Vários

Sinopse: O papel transformador do Estado ressurge nas perspectivas de transformação social com experimentos institucionais democráticos na América Latina. Desenvolvimento, democracia e bem-estar social convivem, sob tensão, nas propostas políticas de países como Bolívia, Brasil e Equador. Na tradição marxista, as experiências latino-americanas viram as páginas do Estado mínimo neoliberal e do socialismo de Estado soviético. A Margem Esquerda se propõe a discutir as possibilidades e os dilemas de transformação relacionados ao novo tipo de Estado da América Latina. O desenvolvimento criativo é irregular no continente. O dossiê deste número, sobre teorias do Estado na América Latina hoje, apresenta visões distintas sobre o papel dos instrumentos de poder na economia e na política. Traz a transcrição do discurso do vice-presidente boliviano, Álvaro García Linera, ao receber o título de doutor honoris causa na Universidade de Buenos Aires, que define as possibilidades de transformação social por meio de políticas estatais. Especialmente em países como Bolívia e Equador pretende-se refundar o Estado para construir instituições adequadas à representação da massa da população, especialmente a nativa, e não mais de elites minoritárias. O economista Marcio Pochmann coloca os desafios do Estado para corresponder aos projetos de desenvolvimento no Brasil, sobretudo no governo de Dilma Rousseff. A socióloga argentina Mabel Thwaites Rey monta uma síntese crítica das teorias marxistas clássicas e das novas contribuições dos processos inovadores na América Latina. As ilustrações desta edição, de Regina Silveira – selecionadas pelo artista plástico Sérgio Romagnolo –, remetem aos novos rumos e desafios latino-americanos. Nascida em 1939, no Rio Grande do Sul, a artista se coaduna a uma redisposição das linhas modernistas, em assemblages aparentemente incoerentes. Em texto de 1997, o historiador e crítico de arte Walter Zanini afirmou que a obra de Regina Silveira lembra uma “geometria do absurdo”, com elementos de ordem emotiva e sensorial que parodiam as linhas fechadas. Esta Margem Esquerda também conta com uma entrevista concedida por José Saramago – que morreu em junho deste ano em Lanzarote, nas Ilhas Canárias (Espanha), aos 87 anos – em junho de 1992, ano de lançamento do romance O Evangelho segundo Jesus Cristo. A seção de artigos se inicia com reflexões de David Harvey e Michael Löwy, dois dos principais pensadores marxistas da atualidade. Harvey reconstrói a teoria da mudança social marxiana e discute a organização da transição anticapitalista. Salienta a dialética entre esferas do sistema de relações sociais, contradições fundamentais do capitalismo e campos de luta abertos para movimentos sociais e partidos de esquerda. Löwy reconstitui o pensamento de Rosa Luxemburgo, tomando como fio condutor a leitura do marxismo como filosofia da práxis, que percorre o conjunto da obra da revolucionária polonesa, em especial os textos redigidos após o advento da Primeira Guerra Mundial, como “A crise da social-democracia”. Completam a seção textos de Anita Simis, sobre o impacto do celular na produção e difusão do entretenimento; de Sérgio de Souza Brasil, sobre a crítica do progresso de Walter Benjamin; e de Luiz Bernardo Pericás, sobre José Carlos Mariátegui e o México. Margem Esquerda traz uma homenagem de Miguel Urbano Rodrigues ao marxista francês Georges Labica, recentemente falecido. Na seção “Comentário”, Nicolas Tertulian apresenta a correspondência de Ernst Bloch a diversos pensadores marxistas, especialmente Lukács. Este número traz ainda resenhas de Antonino Infranca, Mauro Iasi e Plínio de Arruda Sampaio Jr., tratando, respectivamente, dos fenômenos do stalinismo, do capital-imperialismo e da crise estrutural do capital. A revista fecha com uma poesia popular mexicana, “Corrido da morte de Zapata”, de Armando List Arzubide. Selecionado e traduzido por Flávio Aguiar, o poema é uma homenagem ao centenário da Revolução Mexicana. Ivana Jinkings e João Alexandre Peschanski

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Margem Esquerda 15: Estudos marxistas”, de Vários, publicado pela editora Boitempo, em 2010 e com 168 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Boitempo

Páginas: 168

Ano: 2010

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Vários revela uma diversidade marcante, que transita entre o didatismo direto e a narrativa envolvente, o técnico e o poético. Em alguns casos, o ritmo é mais contemplativo, convidando o leitor a uma imersão reflexiva, enquanto em outros, a prosa é mais objetiva e funcional, focada em transmitir informações claras e precisas. Essa variedade cria uma experiência multifacetada, onde o leitor pode tanto se aprofundar em temas complexos quanto encontrar textos mais acessíveis e práticos. A tensão presente varia conforme o gênero, ora concentrada em dilemas humanos e históricos, ora na construção de conhecimento ou entretenimento. O catálogo oferece uma ampla gama de livros de Vários, que dialogam com diferentes interesses e modos de leitura, sem se prender a um estilo único.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Boitempo costumam apresentar uma leitura crítica e aprofundada do Brasil contemporâneo, especialmente em temas como política, economia, cultura e história social. A experiência de leitura frequentemente envolve ensaios rigorosos, romances históricos e análises filosóficas que dialogam com o marxismo, o pensamento crítico e as lutas sociais. O catálogo sugere uma atenção especial a momentos de crise, resistência e transformações, com obras que mesclam densidade teórica e um tom reflexivo, às vezes atravessado por narrativas ficcionais que se apoiam em linguagens experimentais e poéticas. A diversidade editorial se manifesta em textos que vão do debate político e sociológico à crítica cultural e à literatura engajada, contemplando também estudos históricos e filosóficos.

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