
Título: Marx Selvagem (Políticas da Multidão)
Autor: Jean Tible
Sinopse: O empreendimento de Jean Tible é ousado e original. Como promover um encontro entre a teoria marxiana, tendo em conta sua filosofia da história, com os povos ditos selvagens, que não se resignam ao triste papel de resíduos arcaicos de um processo histórico destinado ao “progresso”? O presente trabalho não é um exercício de especulação teórica, mas responde a um contexto preciso em que etnias indígenas da América Latina assumem um protagonismo geopolítico, obrigando a esquerda tradicional do continente a rever seus dogmas sobre o estatuto da produção, do desenvolvimento, do próprio Estado. Ao traçar uma ponte entre a sociedade sem Estado vislumbrada por Marx e a sociedade contra o Estado de Clastres, o autor dá sua tacada inicial, contrarrestando a subordinação da categoria de selvagens aos clichês da dialética histórica. Em um suplementar, relativiza a dicotomia entre Marx e o perspectivismo ameríndio, extraindo um devir-índio no autor de O Capital. Não se trata de uma mascarada filosófica, tal como o fez Deleuze ao pincelar um Hegel filosoficamente barbudo e um Marx imberbe, na esteira do bigode da Gioconda, mas sim de uma aposta política.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Marx Selvagem (Políticas da Multidão)”, de Jean Tible, publicado pela editora Annablume, em 2013 e com 248 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Annablume
Páginas: 248
Ano: 2013
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN:
ISBN13: 9788539105724
Sobre a editora
Os livros da editora Annablume oferecem uma experiência de leitura que combina rigor acadêmico com abordagens interdisciplinares, explorando temas como sociologia, filosofia, história cultural e arte. O catálogo privilegia textos densos e reflexivos, muitos deles frutos de pesquisas acadêmicas aprofundadas, que dialogam com áreas como educação, música, urbanismo e comunicação. A linguagem tende a ser analítica e cuidadosa, com obras que investigam desde movimentos sociais e produções artísticas até questões filosóficas e históricas, sempre com atenção ao contexto e às múltiplas camadas de significado.
