
Título: Memórias do Sobrinho de Meu Tio
Autor: Joaquim Manuel de Macedo
Sinopse: “O diabo é que em política no século XIX quem fecha uma porta abre outra, e quando não quer abrir, às vezes o povo arromba”, observa o debochado e autocomplacente narrador de Memórias do sobrinho de meu tio, romance de Joaquim Manuel de Macedo escrito entre os anos 1867 e 1868. Fraude eleitoral, jornalistas a mando de poderosos e alianças espúrias são alguns dos temas da prosa ligeira dessa sátira política. O sr. F., narrador destas memórias, herda uma pequena fortuna, logo acrescida pelos outros tantos contos de réis de sua prima Chiquinha, com quem se casa. Juntos, os dois empreendem uma busca voraz por mais dinheiro e poder, este último representado pela eleição de F. a presidente de província (hoje o equivalente a governador). No meio do caminho, conchavos, amizades interesseiras e lances rocambolescos que parecem exemplificar a interpretação do crítico Antonio Candido sobre a obra de Macedo, que apresentaria duas tendências: o realismo e o tom folhetinesco. Egoísta, anárquico e paradoxalmente um moralista, o protagonista parece antecipar as vestes do conto “Teoria do medalhão”, de Machado de Assis, em que a busca de poder e prestígio no Brasil parece estar acima de tudo, inclusive e principalmente da honestidade.
Contexto da obra
Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “Memórias do Sobrinho de Meu Tio”, de Joaquim Manuel de Macedo, publicado pela editora Penguin-Companhia, em 2011 e com 376 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.
Editora: Penguin-Companhia
Páginas: 376
Ano: 2011
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 8563560212
ISBN13: 9788563560216
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,356
- Altura (cm): 20,00
- Largura (cm): 13,00
- Espessura (cm): 1,80
Sobre a editora
Os livros da editora Penguin-Companhia conduzem o leitor a uma experiência de imersão em narrativas que transitam entre clássicos literários e reflexões históricas profundas. O catálogo privilegia obras que exploram conflitos humanos fundamentais — como amor, poder, justiça e liberdade — em contextos que vão desde antigas tragédias gregas até os dramas sociais do século XIX e XX. O tom das publicações varia entre o dramático e o ensaístico, com textos que frequentemente dialogam com questões políticas e sociais, como escravidão, revolução e direitos humanos, sempre com uma linguagem acessível, mas rica em detalhes e nuances. A diversidade do catálogo inclui tanto narrativas ficcionais densas, com personagens complexos e dilemas morais, quanto ensaios e autobiografias que convidam à reflexão crítica sobre a história e a cultura.
