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Morramos ao Menos no Porto

Título: Morramos ao Menos no Porto

Autor: Francisco Mota Saraiva

Sinopse: Uma parteira recebe meninas para fazer abortos, um sargento que se acha coronel persegue macaquinhos no parque, um passador leva meninos a salto para lá da fronteira; a meio caminho, um desastre na berma duma estrada; um rapaz em movimento que não sai do mesmo lugar; e há ainda uma nau catrineta que se afundou além-mar. Entretanto, noutra dimensão, a história acompanha Silvina: um corpo defunto numa cadeira de baloiço, cujos odores se misturam nos sumidouros da cidade, entre flores e balões, confundindo dois cães. Passaram vinte e cinco anos do seu casamento com António, o narrador e protagonista que embala a tristeza da viuvez enquanto cuida as feridas de um corpo morto - ele é uma voz sumida, perdendo-se num labirinto de palavras. Mas é também a voz dos mortos que murmuram debaixo do chão da sua casa. Romance que abala os fundamentos da narrativa clássica, Morramos ao menos no porto é um fogo que alastra até consumir todas as suas personagens. E que revela Francisco Mota Saraiva como uma voz poderosa na nossa literatura.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Morramos ao Menos no Porto”, de Francisco Mota Saraiva, publicado pela editora Quetzal Editores, em 2025 e com 248 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Quetzal Editores

Páginas: 248

Ano: 2025

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 9895820631

ISBN13: 9789895820634

    Sobre a editora

    Os livros da editora Quetzal Editores oferecem uma experiência de leitura que transita entre a densidade poética e a complexidade narrativa, com forte presença de temas como o amor, a memória e as tensões da condição humana. O catálogo privilegia obras que exploram tanto o íntimo — como monólogos perturbadores e relatos autobiográficos — quanto histórias que dialogam com contextos históricos e culturais, incluindo investigações pessoais e trajetórias de personagens em cenários variados, do século XIX ao contemporâneo. A linguagem costuma ser marcada por um tom reflexivo e, por vezes, melancólico, com ritmo que ora se faz lento e contemplativo, ora se acelera em tramas policiais ou investigações. Há também espaço para ensaios e textos críticos que abordam questões sociais e literárias, ampliando o alcance do catálogo da Quetzal Editores.

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