
Título: Nadar é escrever e vice-versa: Julio Trujillo
Autor: Cadastro de autores
Sinopse: Este ensaio traça relações entre poesia e natação. Há nelas o desejo pelo movimento – “ser um ritmo, educar a respiração e fluir”; e também muitos poetas dedicaram-se com o mesmo entusiasmo a nadar e a escrever – Heráclito, Edgar Allan Poe, Cocha Méndez, Lord Bryon, Héctor Viel Temperley, entre tantos outros. Atirar-se ao mar, gesticular rodeado pelo desconhecido, traçar algumas linhas como um modo de atravessá-lo – estas e outras imagens são trabalhadas nesse texto que, muito para lá da metáfora, entende nadar e escrever como experiências próximas. “Quem tenha nadado seriamente no mar, longe da costa, terá sentido a adrenalina de um perigo subjacente e a dependência, crucial, de uma respiração bem controlada, com pulmões, alvéolos e brônquios trabalhando sincronizadamente para manter um nado ótimo, rítmico, bem acoplado ao elemento no qual se está. Não acontece o mesmo com a escrita de poesia, que também se baseia na orquestração de um aparato respiratório para melhor discorrer? Um poema que respira mal se afoga, como um nadador no meio do mar.”
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Nadar é escrever e vice-versa: Julio Trujillo”, de Cadastro de autores, publicado pela editora Chão da feira, em 2022 e com 10 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Chão da feira
Páginas: 10
Ano: 2022
Edição:
Linguagem: português
ISBN:
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Sobre a editora
Os livros da editora CHAO DA FEIRA oferecem uma experiência de leitura marcada pela reflexão filosófica e estética, frequentemente atravessada por imagens em movimento e pensamento. O catálogo privilegia obras que exploram a relação entre linguagem, corpo e sensibilidade, com textos que transitam entre o ensaio, a poesia e a performance, propondo uma leitura atenta ao ritmo e à materialidade da palavra. Há um interesse constante em temas como a transformação política do sensível, a comunicação entre espécies, e a tensão entre o visível e o invisível. O tom dos livros varia entre o contemplativo e o experimental, com narrativas que convidam o leitor a se posicionar entre as imagens e os conceitos, em um espaço aberto à fabulação e ao questionamento.
