
Título: Naufrágio entre amigos
Autor: Eduardo Sabino
Sinopse: Nova Lima, cidade das viúvas. Faz um tempinho, ouvi isso em um programa de tevê. Por causa dos homens mortos na mina e dos homens mortos em consequência da mina, intoxicados com a sílica nos pulmões. Penso no meu bisa, no meu avô, no meu pai, gerações de trabalhadores cujas almas, até hoje, devem estar vagando nos túneis. É natural que esta terra, onde se plantaram tantos mortos, tenha virado também a cidade das assombrações. Vemos e ouvimos de tudo. O arrastar da corrente de um escravo na casa grande onde morou o dono da mina, conversas e gritos vindos das minas desativadas, noivas que perderam os maridos em acidentes e toda sorte de fantasmas andando nas ruas à noite. Tudo isso era previsível. Dizem que os espaços também se traumatizam com as dores dos homens, e um dia reagem, colocando pra fora as memórias. Só não esperava que Nova Lima se tornasse, um dia, a cidade dos suicidas. Isso me pegou de surpresa.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Naufrágio entre amigos”, de Eduardo Sabino, publicado pela editora Patuá, em 2016 e com 192 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Patuá
Páginas: 192
Ano: 2016
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN:
ISBN13: 9788582972939
Sobre a editora
Os livros da editora Patuá convidam o leitor a navegar por universos literários que exploram a intensidade das emoções e a complexidade das relações humanas, muitas vezes atravessadas por temas como memória, identidade e transformação. A leitura costuma oscilar entre o lírico e o inquietante, com narrativas que transitam entre o realismo poético e o fantástico, sem abrir mão de um tom reflexivo e, por vezes, melancólico. A prosa e a poesia se entrelaçam em textos que desafiam a linearidade, valorizando a fragmentação e a experimentação formal. O catálogo revela obras que dialogam com questões sociais atuais, como sexualidade, violência e silêncio, sempre com uma escrita que privilegia a densidade afetiva e o ritmo cadenciado.
