
Título: O Amuleto de Leila
Autor: Gilberto Abrão
Sinopse: Ora, Otto, não fique tão preocupado com isso. Logo estaremos casados e Deus vai perdoar nossos pecados! – Ela continuou rindo. – Faremos um casamento sem muito requifife, poucos convidados, só os parentes e alguns amigos. Ela permanece com o sorriso nos lábios, ainda mais agora que ela avista o irmão Sáleh caminhando na direção deles, parecendo que ia recebê-los. Sáleh caminha devagar. Ela, sorrindo, fita os olhos do irmão, mas não enxerga no semblante dele a alegria de quem está contente em receber. Como se pressentisse algo, instintivamente, ela agarra o seu amuleto. Ela vê Sáleh sacar da cintura um objeto que brilha à luz da noite. Segura com força o amuleto, quase destruindo o objeto já fragilizado pelo tempo: Não, Sáleh! Não faça isso! Sou sua irmã! Sáleh aponta o revolver para sua irmã. “Lavar a honra!” Era esse o compromisso. Sua mão treme, ele hesita. “Lavar a honra!” Apercebendo-se do que estava para acontecer, Otto pula na frente de Leila e protege-a com o seu corpo. Sáleh tenta mirar a irmã, mas não consegue. O corpo de Otto estava na frente.
Contexto da obra
Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “O Amuleto de Leila”, de Gilberto Abrão, publicado pela editora Chiado, em 2017 e com 318 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.
Editora: Chiado
Páginas: 318
Ano: 2017
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN:
ISBN13: 9789897744013
Sobre a editora
Os livros da editora Chiado apresentam uma variedade de narrativas que transitam entre o real e o imaginário, com forte presença de histórias que exploram emoções humanas intensas e dilemas pessoais. O catálogo revela obras que vão do erótico explícito a relatos de conflitos familiares e existenciais, passando por tramas que envolvem mistério, fantasia e reflexões filosóficas. Muitas histórias se desenrolam em cenários urbanos brasileiros, enquanto outras se aventuram em reinos imaginários ou dimensões paralelas, mostrando uma diversidade de ambientações. A linguagem varia do poético e introspectivo ao direto e cru, com ritmo que ora se concentra na tensão dramática, ora privilegia a fluidez de crônicas e contos curtos. Essa pluralidade sugere que o leitor encontrará tanto textos mais densos e reflexivos quanto leituras ágeis e envolventes.
