
Título: O Barão de Lavos
Autor: Abel Botelho
Sinopse: "Naquela noite de Março, desabrida e húmida, uma grande animação fervilhava alacremente ao fundo da Rua do Salitre. Era em 1867. Frente a frente, as Variedades e o Circo Price alinhavam os seus bicos de gás festeiros, a que as vesgastadas do noroeste, impunham um tremilhar inquieto. Quinta-feira – noite de cabriolas com um sobrescrito à fina sociedade. Enchente certa no Circo. De cada lado do portal da entrada, um semicírculo compacto de gente se agitava, tendo por centro cada um seu postigo de bilheteiro, e ambos por igual colados, premidos sofregamente contra a parede verdoenga do barracão, e arredondando pela rua fora, numa irregularidade gritada e confusa, a toda a largura do macadame. Tudo queria bilhete. Havia chapéus tombados, ombros que penetravam à cunha, braços arpoando vigorosamente os alizares castanhos dos postigos, mãos retirando triunfantes, muito erguidas, com um papelinho azul ao vento."
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O Barão de Lavos”, de Abel Botelho, publicado pela editora Edições Vercial, em 2010 e com 324 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Edições Vercial
Páginas: 324
Ano: 2010
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN:
ISBN13:
Sobre a editora
Os livros da editora Edições Vercial costumam oferecer uma experiência de leitura que combina rigor crítico e atenção à tradição literária portuguesa e ibérica. O catálogo privilegia obras que exploram temas históricos, sociais e literários com uma linguagem que varia entre o ensaio acadêmico e a narrativa poética ou dramática. A leitura desses livros frequentemente envolve uma imersão em contextos culturais e históricos detalhados, com textos que vão do tom reflexivo e didático ao humor sutil e à crítica social. Há uma presença marcante de obras que abordam a literatura clássica, a história municipal e a poesia cultista, o que sugere um público interessado em aprofundar conhecimentos e refletir sobre a cultura lusófona. O ritmo das obras pode ser mais contemplativo, com foco em análises e descrições cuidadosas, ou mais dinâmico, como nas peças teatrais que apresentam conflitos sociais e familiares.
