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O Brasil e a Colonização

Título: O Brasil e a Colonização

Autor: Élisée Reclus

Sinopse: Em geral, as municipalidades das grandes cidades brasileiras, à exceção do Rio de Janeiro, parecem dedicar-se principalmente à construção de edifícios de luxo e negligenciam bastante as melhorias que concernem à higiene urbana. Em Salvador, em Recife, gastaram muitos milhões a fim de construir teatros suntuosos e garantir célebres prima-donas; mas se dedicaram muito pouco à construção de esgotos, tão necessários nesse império da febre amarela; prisões, abomináveis sentinas onde os Howard nunca se aventuraram; hospitais, que os pobres temem com toda razão como antecâmaras da morte. [...] Também se poderia censurar os brasileiros por essa ambiciosa imprevidência com a qual eles começam obras que mais tarde a falta de recursos os faz abandonarem. Por toda parte vemos estradas abertas a elevados custos que a vegetação já obstrui e que vão se perder no meio da floresta; em toda parte observamos pontes das quais só restam os pilares ou contrafortes inclinando-se sob o esforço das terras, ou, então, semiderrubados pelas inundações; por toda parte fundações de edifícios que deveriam ser esplêndidos, mas cujas paredes que mal saíram do solo só servem hoje aos répteis.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O Brasil e a Colonização”, de Élisée Reclus, publicado pela editora Imaginário, em 2011 e com 128 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Imaginário

Páginas: 128

Ano: 2011

Edição:

Linguagem: pt_BR

ISBN:

ISBN13: 9788579350160

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Elisée Reclus oferece um mergulho detalhado e reflexivo em temas que cruzam geografia, política e filosofia social. A prosa se apresenta densa, com ritmo contemplativo, convidando o leitor a acompanhar análises que vão do panorama geopolítico do século XIX até concepções anarquistas ligadas à educação e à transformação social. O tom é sóbrio e crítico, com foco em evidenciar relações de poder e estruturas sociais, sem apelar para dramatizações ou simplificações. A experiência é marcada por uma construção intelectual que privilegia o pensamento amplo e a conexão entre fatos históricos e ideias, deixando no leitor a questão sobre como as forças políticas e sociais moldam o mundo e a educação. Em alguns textos, há ainda um olhar atento às condições materiais e urbanas, que reforça a tensão entre idealismo e realidade concreta. Esse conjunto forma um corpo de obras que exige atenção e reflexão, próprio para quem busca um entendimento aprofundado e multifacetado.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Imaginário convidam a uma imersão em temas ligados à crítica social, filosofia política e história das ideias libertárias, muitas vezes explorando movimentos revolucionários e anarquistas com uma abordagem que combina análise profunda e narrativa reflexiva. A experiência de leitura tende a ser densa, com textos que mesclam ensaio, crônica histórica e até mesmo literatura erótica, sempre com um tom que valoriza o pensamento crítico e a contestação. O catálogo sugere uma oscilação entre obras mais discursivas e outras que trazem relatos ou reflexões pessoais, criando um ritmo que alterna entre o didático e o provocativo. O material de apresentação indica um público interessado em debates sobre liberdade, revolução, educação libertária e crítica cultural, com uma linguagem que pode ser tanto acessível quanto exigente.

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