
Título: O canto dos escravizados
Autor: Paulina Chiziane
Sinopse: É como se Paulina continuasse o Grito Negro de José Craveirinha ao dizer NÃO à eterna escravatura que é, como diria Amartya Sen, a espoliação da pessoa; o outro; um outro de que as forças são brutalmente arrancadas do chão. [...] E quantas vezes sobre nós a força foi usada para reprimir nossa insatisfação diante das dívidas externas que renovam a opressão? Digam: "a política pode superar a sua imagem negativa de poder de opressão e corrupção e ser concebida como possibilidade de construção de um mundo melhor?" Digam: "o ideal político de bem comum já se realizou algum dia na materialidade das relações sociais para além do mundo das ideias e do formalismo das leis?" Também não sei. Porém, o livro que nos chega é este recuo em verso para a alma de cada um. É um convite para a memória. Mas é, igualmente, um chamado de coragem e para um choro comum. Dionísio Bahule - crítico literário e filósofo Maputo, janeiro de 2017
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O canto dos escravizados”, de Paulina Chiziane, publicado pela editora Nandyala, em 2018 e com 166 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Nandyala
Páginas: 166
Ano: 2018
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN:
ISBN13: 9788583580362
Sobre a editora
Os livros da editora Nandyala costumam trazer narrativas e ensaios que exploram temas ligados à experiência afro-brasileira e africana, com forte presença de histórias que dialogam com ancestralidades, direitos humanos e trajetórias femininas. A leitura dessas obras oferece um contato com vozes que transitam entre o lirismo sensível e a crítica sociopolítica, apresentando tanto relatos ficcionais quanto reflexões históricas e culturais. O catálogo revela um equilíbrio entre textos mais narrativos, como contos e memórias, e outros de caráter ensaístico e documental, que aprofundam questões de identidade, gênero e memória coletiva. O tom das obras varia entre o esperançoso e o combativo, com uma linguagem que privilegia a oralidade e a expressão cultural afrodescendente.
