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O cinema de meus olhos

Título: O cinema de meus olhos

Autor: Vinicius de Moraes

Sinopse: "Terríveis são as viagens no tempo e O cinema de meus olhos é uma delas. Terríveis hoje em dia, pois remetem a um passado que era quase um futuro, um passado que se mostra muito mais refinado que estes duros choques do presente. O cinema era uma seqüela do sonho e virou um trem fantasma envenenado, uma sucursal da guerra. Nesta viagem no tempo que são as crônicas de Vinicius, vemos que o cinema já teve uma alma, e que mesmo os mais comerciais produtos de Hollywood tinham inocência. Como era delicado o mundo sem a televisão... As imagens se moviam com um desejo de permanência, que hoje a poluição visual da "iconosfera" massacrou. Que poderemos ver, se tudo é uma horda infernal de imagens uivando por um lugar ao sol da mídia? Só o silêncio poderá salvar-nos desta gritaria."Quando Vinicius ia ao cinema, a imagem era uma esperança, não um ferro-velho se amontoando em nossos olhos. Cada fotograma aspirava a um sentido, cada filme buscava uma remissão. A "Arte" ainda era uma força revolucionária. Um mundo belo e ingênuo fluía nas telas dos odeons, dos palácios, dos politeamas, dos roxies, dos rians, enquanto Vinicius andava de bicicleta com Rubem Braga no Leblon. O cinema tinha aura, hoje não tem mais. Antes éramos fans, hoje somos targets. Antes íamos sonhar no escuro, hoje vamos nos aturdir mais que na rua. Hoje toda fotografia é genial e todo filme uma droga. Mas não pensem que as crônicas e críticas aqui contidas sejam repassadas de ingenuidade e inocência, ou toscas visões de um crítico amador. Vinicius demonstra uma noção do que é (ou do que poderia ter sido o cinema) que arroja na ignorância os videoclipeiros, os intoxicados tecnicistas de hoje, que pensam que tudo começou agora. A ignorância é hoje, inocência é hoje, numa arte que parece andar para trás quanto mais os meios técnicos se aprofundam. Hollywood ainda sonhava um sonho democrático, Hollywood ainda não era o exterminador do futuro do cinema. Ler as crônicas de Vinicius não é um passeio por um passado que acabou, é viajar a um futuro que não veio."Arnaldo JaborPrêmio Jabuti 1992 de Melhor Produção Editorial de Obra em Coleção

Contexto da obra

Na área de Cinema e Artes Performáticas, livros como este costumam ampliar repertório e leitura crítica. “O cinema de meus olhos”, de Vinicius de Moraes, publicado pela editora Companhia das Letras, em 1991 e com 312 páginas, integra a categoria Livros de Cinema e Artes Performáticas. Esse contexto costuma ser útil para entender melhor o alcance formativo e interpretativo do livro.

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 312

Ano: 1991

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8571642117

ISBN13: 9788571642119

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,360
  • Altura (cm): 21,00
  • Largura (cm): 13,00
  • Espessura (cm): 1,60

Sobre o autor

A leitura dos livros de Vinicius de Moraes revela um poeta que transita entre o íntimo e o cotidiano com uma prosa poética que ora é lírica, ora marcada por ironia sutil. Seus versos e crônicas se desdobram em ritmos variados, ora ágeis, ora contemplativos, sempre com uma linguagem acessível, que convida o leitor a um contato próximo e espontâneo. Há uma tensão constante entre o mundo material e a dimensão emocional, onde o amor, a memória e a paisagem urbana ganham contornos vivos e multifacetados. O humor e a melancolia coexistem, conferindo textura humana às suas composições. Em seus livros, o leitor encontra desde poemas manuscritos e inéditos até letras de canções que atravessam gerações, compondo um universo onde a música e a palavra se entrelaçam com naturalidade. Essa experiência plural é um convite para explorar as várias facetas do autor, que se desdobra em diferentes gêneros e formatos.

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Sobre a editora

Os livros da editora Companhia Das Letras oferecem uma experiência de leitura que varia entre o íntimo e o social, com narrativas que exploram conflitos familiares, questões históricas e políticas, além de temas contemporâneos como violência e memória. O catálogo privilegia obras que mesclam profundidade psicológica e crítica social, apresentando personagens complexos e ambientes que vão do Brasil urbano à paisagem natural, passando por contextos históricos e culturais diversos. Há um equilíbrio entre textos mais narrativos, como romances e contos, e obras informativas ou ensaísticas que dialogam com a história, política e ciências sociais. O tom pode ser tanto reflexivo e melancólico quanto ágil e envolvente, com ritmo que ora convida à contemplação, ora mantém a tensão do suspense.

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