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O Escorpião da Sexta-Feira

Título: O Escorpião da Sexta-Feira

Autor: Charles Kiefer

Sinopse: "Apanhei um frasco de óleo de amêndoas no armário, encharquei as mãos e passei-as nos meus ombros, nas suas costas, nas suas nádegas. - Ai, assim tu me deixas excitada. Ignorei a provocação e continuei a massagem lustral, como se a preparasse para o sacrifício. Esfreguei-a por longo tempo, até que a pele absorvesse a fina camada de gordura vegetal. Depois, tomei-a nos braços. Era leve como uma criança. Carreguei-a até o quarto, escolhi um conjunto e calcinha e sutiã pretos, meias de nylon e cinta-liga, e o vestido de cetim azul. - Foge de mim - implorei. - Agora, que estás tão querido? Luísa confundia a premeditação paciente com carinho, ternura. O escorpião, antes do ataque, aquieta-se, distende os pedipalpos, abaixa a cauda, mimetiza-se com o ambiente, para que o inseto não tenha a menor chance de reação."

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O Escorpião da Sexta-Feira”, de Charles Kiefer, publicado pela editora Mercado Aberto, em 2002 e com 136 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Mercado Aberto

Páginas: 136

Ano: 2002

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 8528005658

ISBN13: 9788528005653

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Charles Kiefer oferece um mergulho em universos marcados por tensões sociais e afetivas, onde o íntimo e o coletivo se entrelaçam com delicadeza. A prosa e a poesia se alternam entre a contenção e a sutileza, revelando personagens que enfrentam conflitos profundos, muitas vezes em pequenas cidades ou comunidades específicas, como reservas indígenas ou núcleos familiares. O ritmo varia entre o contemplativo e o narrativo, com momentos de silêncio e reflexão que convidam o leitor a desacelerar e absorver nuances. Há um cuidado evidente na construção dos personagens, que vivem dilemas ligados à identidade, pertencimento e memória, sempre com uma linguagem precisa e imagens que evocam sensações concretas. Essa experiência literária provoca perguntas sobre o tempo, o espaço social e as relações humanas, sem apelar para soluções fáceis.

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    Sobre a editora

    A leitura dos livros da editora Mercado Aberto costuma mergulhar o leitor em narrativas que exploram a complexidade das relações humanas e sociais, frequentemente ambientadas em contextos brasileiros ou sul-americanos. O catálogo apresenta obras que transitam entre a ficção literária, com contos e romances que abordam temas como identidade, memória e conflitos familiares, e textos que dialogam com a história e a cultura regional, especialmente do Rio Grande do Sul. Há também uma presença marcante de obras que tratam de questões sociais e culturais, como a negritude, a marginalização indígena e os impactos da ditadura, sempre com um tom que convida à reflexão. Além disso, o material sugere uma diversidade de estilos, do mais narrativo e sensível ao mais ensaístico e crítico, com algumas obras voltadas ao público jovem e outras que dialogam com leitores adultos.

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