
Título: O estrangulador
Autor: Manuel Vázquez Montalbán
Sinopse: Meu nome é Albert DeSalvo e sou o Estrangulador de Boston: assim começa este diário de um louco que trucidou 37 vítimas. Intoxicou pai e mãe com gás, jogou os filhos de um despenhadeiro no litoral da Nova Inglaterra, atropelou um delinquente com seu Jaguar último tipo, enforcou tanto a própria mulher como uma freira do Congresso Eucarístico, além de prostitutas e críticas de arte, empalou um aposentado nas grades de uma mansão art déco, congelou uma acrobata no freezer e não deixou escapar de sua sanha nem o ex-secretário geral do Partido Comunista. Matar é seu ofício, mas, quando ameaçam submetê-lo a uma lobotomia, o homem se transforma. Movido pelo instinto social-democrata que, em suas palavras, alimenta qualquer cérebro na hora de salvar a pele, o louco, digamos, toma juízo. Murado em sua cela de enfermaria, povoando seu imaginário de personagens vivos para em seguida matá-los, Albert se torna um homem triste, incomunicável, autista. Finge que não matou ninguém. Finge que está em Boston, quando provavelmente está em Barcelona. Finge que é casado com uma esposa tricoteira e aceita ser pai de três filhos: um aidético, um sem-teto e um pluridivorciado. Albert é um simulador e um mitômano, mas também um criminoso de verdade que mata com critérios objetivos, frios e racionais. Este romance de Manuel Vázquez Montalbán retrata um fim de século em que a venceu a compaixão e a solidariedade. Em sua permanente tensão entre agressividade e conformismo, pode ser lido também como alegoria de duas atitudes possíveis diante do mundo: a subversão e a resignação. Ou, mais simplesmente, é o diário de um louco que um dia acreditou no que lhe disse o seu sorumbático psicanalista argentino, que apenas cantarolava a letra de um tango: "Verás que tudo é mentira, verás que nada é amor".
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O estrangulador”, de Manuel Vázquez Montalbán, publicado pela editora Companhia das Letras, em 1999 e com 216 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 216
Ano: 1999
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8571649421
ISBN13: 9788571649422
Sobre a editora
Os livros da editora Companhia Das Letras oferecem uma experiência de leitura que varia entre o íntimo e o social, com narrativas que exploram conflitos familiares, questões históricas e políticas, além de temas contemporâneos como violência e memória. O catálogo privilegia obras que mesclam profundidade psicológica e crítica social, apresentando personagens complexos e ambientes que vão do Brasil urbano à paisagem natural, passando por contextos históricos e culturais diversos. Há um equilíbrio entre textos mais narrativos, como romances e contos, e obras informativas ou ensaísticas que dialogam com a história, política e ciências sociais. O tom pode ser tanto reflexivo e melancólico quanto ágil e envolvente, com ritmo que ora convida à contemplação, ora mantém a tensão do suspense.
