
Título: O Homem ao Espelho
Autor: Mikhail Bakhtin
Sinopse: Nesses Apontamentos realizados nos anos 1940, Bakhtin lança as firmes bases contra a representação, contra o projeto de criação de uma imagem do ser humano fechada, concluída, encerrada pelo autor – ou por si próprio – em um reflexo acabado da realidade. “Bakhtin coloca em evidência que não só na linguagem cognitiva, que procede por conceitos, por abstrações, e não só na linguagem ideologicamente interessada ao domínio, à exclusão, à depreciação, há, na mesma inevitável tendência a reduzir o objeto, a perda da singularidade, da irrepetibilidade, da insubstituibilidade. Isso acontece também na linguagem artística, na arte verbal, na escritura literária. A imagem literária força o personagem de que fala a coincidir, de uma vez por todas, consigo mesmo, a ser definido, determinado, classificado, identificado”, diz a respeito Augusto Ponzio. Assim como Magritte, em sua vasta obra, por nós homenageado em releitura na capa, a imagem artística não deve devolver a face idêntica ao contemplador, sob o preço de ser tão-somente uma mentira, uma farsa, ou uma violência. A imagem artística, para assim o ser, deve ser aberta, inconclusa, até o ponto da impossibilidade do fechamento, como Magritte refere-se ao Arthur Gordon Pym, de Poe: a inconclusibilidade é a abertura própria do humano, presente na arte. Acabamento: Brochura. Peso: 210g. Dimensões: 22 x 12 x 1.
Contexto da obra
Dentro do catálogo, este livro pode ser situado a partir do tema, da autoria e da proposta editorial. “O Homem ao Espelho”, de Mikhail Bakhtin, publicado pela editora Pedro e Joao Editores *, em 2019 e com 110 páginas, integra a categoria Linguistica. Esse enquadramento pode tornar mais clara a proposta do livro e o tipo de interesse que ele costuma despertar.
Editora: Pedro e Joao Editores *
Páginas: 110
Ano: 2019
Edição: 1ª EDIÇÃO
Linguagem: Português
ISBN:
ISBN13: 9788579936241
