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O Homem sem Gravidade

Título: O Homem sem Gravidade

Autor: Charles Melman

Sinopse: Poderíamos pegar um outro extremo e observar que, afinal, nossa relação com o sexo conhece uma mutação semelhante. Até aqui pertencemos a uma cultura fundada na representação, quer dizer, numa evocação, na evocação do lugar onde se mantinha a instância sexual suscetível de autorizar as trocas. Passamos da representação que nos é familiar, costumeira da relação com o sexo, relação da qual apenas nos avizinhávamos, à - parece - preferência por sua apresentação. Como com essa "arte anatômica", trata-se agora de buscar o autentico, em outras palavras, não mais uma aproximação organizada pela representação, mas de ir para o objeto mesmo. Se continuarmos nesta linha, o que marca essa mutação cultural é esse apagamento do lugar de esconderijo próprio a abrigar o sagrado, quer dizer, aquilo pelo que se sustentam tanto o sexo quanto a morte. Assim, o sexo é encarado hoje em dia como uma necessidade, como a fome ou a sede, agora que estão suspensos tanto o limite quanto a distanciam próprios ao sagrado que o albergava.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O Homem sem Gravidade”, de Charles Melman, publicado pela editora Companhia de Freud, em 2003 e com 212 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Companhia de Freud

Páginas: 212

Ano: 2003

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 8585717742

ISBN13: 9788585717742

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Charles Melman conduz a uma imersão em reflexões densas sobre o inconsciente, a subjetividade e as transformações culturais que atravessam o desejo e as relações humanas. O tom, por vezes técnico e rigoroso, é equilibrado por uma abordagem que se mantém próxima das experiências cotidianas, como a relação com o sexo, a paranóia e os vínculos sociais. A prosa exige atenção e oferece um ritmo que alterna entre o denso e o acessível, convidando o leitor a acompanhar um pensamento que não se contenta com respostas fáceis. A tensão está na articulação entre conceitos psicanalíticos complexos e questões vivas, atuais, que afetam a vida emocional e social. Em alguns momentos, a escrita se volta para o detalhe clínico, em outros, para panoramas culturais amplos, sempre com um olhar que busca entender o que permanece oculto sob a superfície dos comportamentos.

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