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O QUILOMBO DOS PALMARES

Título: O QUILOMBO DOS PALMARES

Autor: Edison Carneiro

Sinopse: Nos anos 30 e 40 surgem as importantes pesquisas de Edison Carneiro, analisando as dimensões culturais africanas no Brasil, em especial as formas religiosas. Na abordagem sobre Palmares, uma grande viragem aconteceria em 1947. Praticamente refunda um debate mais tarde esquecido, mas profundamente atual: as experiências da diáspora e da história da África, produzindo um estudo original sobre a organização política, econômica, militar, cultural e social de Palmares, apontando para o fenômeno "contra-aculturativo". O pioneirismo e a sofisticação analítica foram únicos. Edison Carneiro foi um dos primeiros a sugerir uma classificação para os quilombos, chamando atenção para as “características e peculiaridades”, além de destacar os limites metodológicos das fontes usadas para analisá-los: produzidas pela repressão. Argumentou sobre uma tipologia, no caso uma “fisionomia comum”, sendo que para ele o “movimento da fuga” por si só constituía a “negação da sociedade oficial”, e a formação de comunidades era a “reafirmação da cultura e do estilo de vida africanos”. Foi assim pioneiro – depois, somente os estudos de Clóvis Moura deram continuidade – em conceber uma sociologia própria dos quilombos no Brasil. Segundo ele, o “tipo de organização” dos quilombos era de verdadeiros “estados africanos”. - Flavio Gomes

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O QUILOMBO DOS PALMARES”, de Edison Carneiro, publicado pela editora Civilização Brasileira, em 1966 e com 144 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Civilização Brasileira

Páginas: 144

Ano: 1966

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Edison Carneiro conduz a um mergulho profundo nas conexões entre África e Brasil, com um olhar que mistura o rigor histórico e a vivência etnográfica. A prosa se revela densa e detalhista, às vezes quase documental, mas permeada por uma sensibilidade que busca captar as raízes culturais e espirituais desses universos. O ritmo varia entre análises cuidadosas e relatos que evocam imagens fortes de portos, quilombos e tradições populares, criando uma experiência que é ao mesmo tempo intelectual e afetiva. O leitor é convidado a refletir sobre identidades, resistências e memórias, enquanto acompanha personagens e comunidades que desafiam narrativas oficiais. Em alguns momentos, o tom se torna mais introspectivo, como em relatos ligados ao plano espiritual, oferecendo uma dimensão adicional à compreensão do humano e do sagrado.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Civilização Brasileira apresentam uma experiência de leitura que transita entre o rigor histórico, a análise social e a literatura de qualidade. O catálogo reúne obras que exploram desde a formação política e social do Brasil até reflexões filosóficas e ensaios críticos, muitas vezes com um viés marxista ou político, mas também com espaço para literatura e poesia. A diversidade temática inclui estudos detalhados sobre períodos históricos, biografias, e análises culturais, com textos que combinam densidade conceitual e linguagem acessível, favorecendo leitores interessados em aprofundar seu entendimento sobre o Brasil e o mundo. O tom dos livros varia entre o didático e o narrativo, com algumas obras adotando uma abordagem mais interpretativa e outras privilegiando a pesquisa documental.

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