
Título: O Sangue que Corre nas Veias
Autor: Rodrigo Melo
Sinopse: "Nos contos de Rodrigo Melo, a predominância é de figuras que não se encaixam nas engrenagens, visivelmente desconfortáveis em ambientes que flertam com a hostilidade. Tanto nos centros urbanos quanto em cidades interioranas, os enredos são marcados por autênticos outsiders, cuja naturalidade é um inequívoco mérito autoral. Tudo isso apresentado em narrativas breves, impregnadas por diálogos construídos sob uma fina camada de melancolia. Tão breves que em alguns momentos podemos nos sentir abandonados à própria sorte, impelidos a usar nossa imaginação para ultrapassar o limite dos desfechos. Esta economia pode provocar uma sensação contraditória nos leitores. Mal se descobrem envolvidos pelo mundo dolorido onde vagam torturadores e homens em crise, e eis que tudo se acaba. Não há outro jeito. É começar, desde já, a esperar pelo próximo livro. Graciliano Ramos disse um dia que para escrever ficção era preciso compreender que 'arte é sangue, é carne. Além disso, não há nada'. Na sua estreia como contista, Rodrigo crava a unha na própria pele para extrair sua matéria prima. E ainda manda uma mensagem a um oceano no qual desemboca com certo atraso: alguns homens e o mundo [literário] são casamentos que às vezes acabam bem." (Do prefácio de Tom Correia)
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O Sangue que Corre nas Veias”, de Rodrigo Melo, publicado pela editora Mondrongo, em 2013 e com 92 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Mondrongo
Páginas: 92
Ano: 2013
Edição:
Linguagem: português
ISBN:
ISBN13: 9788565170253
Sobre a editora
Os livros da editora Mondrongo costumam explorar territórios literários que vão do fantástico ao histórico, com uma forte presença da poesia e da narrativa experimental. O leitor encontra desde contos que desafiam a linha tênue entre sanidade e imaginação até histórias ambientadas em períodos marcados por conflitos sociais, como a ditadura militar brasileira. A poesia, especialmente o haicai, aparece com destaque, apresentando formas tradicionais e inovações visuais que convidam à leitura contemplativa. O catálogo sugere um equilíbrio entre obras que valorizam a estética literária e outras que dialogam com temas históricos e culturais, sempre com uma escrita cuidadosa e, por vezes, desafiadora.
