
Título: O Sexo Vegetal
Autor: Sérgio Medeiros
Sinopse: Toda a obra de Sérgio Medeiros se pauta por uma total inadequação ao "horizonte de expectativa" da crítica e do público em geral. Fazendo poesia sem poesia, teatro sem possibilidade de encenação, operetas incantáveis, Medeiros instala a perplexidade em uma perspectiva cultural de extrema rarefação criativa como é a contemporânea. Também neste livro, fundeado na matriz antropológica, o que se vê é um deslocamento irreparável dos lugares dos discursos, tornando impossível distinguir, remeter, etiquetar e chegar a uma conclusão sobre um texto híbrido até a raiz. Ao contrário do "sexo animal", tão propalado na ficção televisiva e cinematográfica, o sexo vegetal não propõe uma analogia da atividade de humanos com as forças da natureza, mas uma outra vida autônoma das coisas que às vezes inclui, ou como meros espectadores ou coadjuvantes eventuais, os desnorteados e dispensáveis bípedes pensantes. O homo sapiens entra aqui apenas como aquele que reflete "espelho" ou se reflete sobre essa vida maior das coisas ou, ainda, como escrivão de suas vontades (wills) que, à maneira do Bartleby de Melville, tem como única prerrogativa escudar-se no "i´d rather not". Sérgio Medeiros preferiria não, e faz sim, um inventário lacunar e precário de nossa insuficiência diante da elaborada coreografia das formas impronunciadas de ser.
Contexto da obra
Nas Ciências Sociais, obras como esta costumam interessar pela forma como ampliam a leitura da sociedade. “O Sexo Vegetal”, de Sérgio Medeiros, publicado pela editora Iluminuras, em 2009 e com 96 páginas, integra a categoria Livros de Ciências Sociais. Por isso, o livro tende a ganhar força quando lido também como ferramenta de compreensão do mundo social.
Editora: Iluminuras
Páginas: 96
Ano: 2009
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8573213094
ISBN13: 9788573213096
Sobre a editora
Os livros da editora Iluminuras convidam o leitor a uma experiência de leitura que mescla rigor intelectual e sensibilidade estética. O catálogo revela uma predileção por obras que exploram a densidade da linguagem, seja por meio de poesia, ensaios filosóficos ou narrativas literárias que problematizam dilemas éticos e existenciais. A diversidade temática é marcada por textos que transitam entre a reflexão crítica e a expressão artística, com destaque para abordagens que valorizam a complexidade do olhar sobre a arte, a literatura e a condição humana. Em muitos títulos, percebe-se um tom contemplativo, ora introspectivo, ora incisivo, que desafia o leitor a pensar além da superfície dos temas tratados. A editora parece privilegiar obras que dialogam com tradições literárias e filosóficas, mas que também apresentam rupturas e experimentações formais, como o uso do fragmento, do monólogo ou da linguagem poética com forte carga imagética.
