
Título: Os jogos e os homens
Autor: Roger Caillois
Sinopse: Para adaptar a vertigem à vida quotidiana, urge passar dos rápidos efeitos da física aos poderes ambíguos e confusos da química. Solicita-se, então, às drogas e ao álcool a excitação desejada ou o pânico deleitoso que, de forma violenta e brusca, os aparelhos da feira proporcionam. Mas, desta vez, o turbilhão não está fora nem sequer separado da realidade. Está instalado e desenvolve-se nessa realidade. Se, de forma análoga à vertigem física, essa embriaguez e essa euforia conseguem também destruir por uns tempos a estabilidade da visão e a coordenação dos movimentos, libertar do peso da lembrança, dos horrores da responsabilidade e da pressão do mundo, a sua influência não termina quando desaparecem os seus efeitos, já que alteram lentamente, mas de forma duradoura, o organismo. Tendem a criar uma insuportável ansiedade, uma necessidade permanente. Encontramo-nos, desta feita, nos antípodas do jogo, actividade sempre contingente e gratuita. Pela embriaguez e pela intoxicação, a busca de uma vertigem provoca uma irrupção crescente a nível da realidade, tanto mais longa e perniciosa quanto mais provoca uma habituação que torna cada vez mais afastado o limiar a partir do qual se experimenta o distúrbio desejado.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Os jogos e os homens”, de Roger Caillois, publicado pela editora Cotovia, em 1990 e com 228 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Cotovia
Páginas: 228
Ano: 1990
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 9729013284
ISBN13: 9789729013287
Sobre a editora
Os livros da editora COTOVIA costumam oferecer uma experiência de leitura que combina reflexão cultural e narrativa literária com um tom que varia do humor sutil à densidade filosófica. O catálogo apresenta obras que exploram desde relatos de viagem com nuances cômicas e observações sociais até análises críticas e ensaios sobre temas como feminismo, poesia antiga e identidade. Há uma presença marcante de textos que dialogam com a história, a política e a condição humana, muitas vezes por meio de personagens ou vozes que questionam o lugar do indivíduo na sociedade. O ritmo pode ser tanto contemplativo quanto provocativo, com passagens que alternam entre o didático e o narrativo, atendendo a leitores interessados em textos que desafiam a compreensão convencional.
