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OS OLHOS DO MEU PAI

Título: OS OLHOS DO MEU PAI

Autor: Menalton Braff

Sinopse: O leitor está diante de um livro excepcional. São duas histórias. Uma, o resumo da outra, formada pelas epígrafes. A outra é a contada pela voz do protagonista, na linguagem preciosa das gentes simples. Com as repetições da coloquialidade, que o povo das fazendas usa para reforço de intenção. Cada avanço narrativo recupera o texto anterior, acrescentando uma nova circunstância. A boa técnica da disseminação e recolha, na narrativa. Como numa canção, que começa com um trio de cordas e ao qual vai sendo acrescentado o grito do violino, o langor do violoncelo e o susto do tímpano. Os diálogos entremeados no texto, se não são novidade desde o romance sinfônico, mostram a segurança do autor na condução da leitura. Ele conhece o leitor. Sabe das suas percepções. E as antecipa, nas metáforas muito bem escolhidas. Também percebo o uso de catacreses forçadas, à moda de Eça de Queiroz, que representam transposições – “a voz agachada”, “a surdez dos pés inchados”, “a brisa de lâmina afiada”, “o chapéu ríspido”. De novo a oralidade, na música do texto. O vaivém das lembranças, entremeadas dentro do tempo presente do enredo, é uma mimese das acrobacias mentais que naturalmente ocupam e dominam, contra nós, os nossos pensamentos. Nada é linear. E é nesses volteios, nas pausas, no silêncio do não dito, que se oculta o estorvo e a quebra da comunicação dos sentimentos. E nada é linear, mesmo. De tanto calar, de repente o coração se assoberba e a raiva assoma como correnteza de enxurrada. E de novo a música, agora dissonante, aparentemente confusa e tormentosa. Antecipação. Quem tem olhos de ler, lerá. O início já contém o fim. Esta é uma narrativa em vários tempos e em várias vozes. Falam mais alto um narrador que tudo vê e o protagonista que tudo vive - duas histórias dentro da mesma história, paralelas, tangentes, complementares. Tão profunda uma quanto a outra, enfeitadas da mesma enorme dimensão emocional. Afinal – e a escolha talvez explique muitas coisas dentro da história -, o nome Venâncio, em latim, significa “o que caça”. Joaquim Maria Botelho Jornalista, escritor e crítico literário

Contexto da obra

Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “OS OLHOS DO MEU PAI”, de Menalton Braff, publicado pela editora Editora Reformatório, em 2023 e com 160 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.

Editora: Editora Reformatório

Páginas: 160

Ano: 2023

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 658809194X

ISBN13: 9786588091944

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,310
  • Altura (cm): 21,00
  • Largura (cm): 14,00
  • Espessura (cm): 1,40

Sobre o autor

A leitura dos livros de Menalton Braff é um convite a mergulhos profundos na complexidade das relações humanas, onde o íntimo se revela em conflitos psicológicos e dilemas morais. A prosa, por vezes densa e por vezes ágil, alterna entre múltiplas vozes e planos narrativos, criando uma textura quase musical que exige atenção e entrega do leitor. Essa alternância entre personagens, narradores e tempos constrói uma tensão constante, ora silenciosa, ora explosiva, que mantém o ritmo pulsante sem abrir mão da reflexão. O leitor é conduzido por histórias que exploram temas como família, memória, traição, poder e violência, sempre com uma sensibilidade que evita simplificações. A experiência é marcada por uma escrita que se reinventa, ora lírica, ora seca, e que privilegia a construção cuidadosa do discurso, fazendo dos livros de Menalton Braff um espaço para pensar o humano em suas contradições.

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Sobre a editora

Os livros da editora EDITORA REFORMATORIO convidam a uma imersão em narrativas densas, que exploram conflitos humanos profundos e dilemas existenciais. A experiência de leitura frequentemente traz personagens marcados por solidão, opressão social ou familiar, e uma busca intensa por sentido, muitas vezes ambientada em cenários que vão do urbano contemporâneo a comunidades rurais ou históricas. O tom das obras varia entre o poético e o cru, com histórias que transitam entre o realismo psicológico e a reflexão sobre temas como morte, memória, identidade e poder. O catálogo revela uma preferência por narrativas que desafiam o leitor a confrontar a complexidade das relações humanas e a fragilidade das certezas cotidianas.

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