
Título: Os Pedaços de Madeira de Deus
Autor: Ousmane Sembène
Sinopse: Da literatura africana chegam até nós raros ecos, e contudo sua vivacidade é grande e grande o seu interesse. O autor deste livro, o senegalês Sembène Ousmane, é um dos autores africanos do nosso tempo que mais se têm destacado - como escritor e como cineasta. E de certo um dos mais combativos. O romance 'Os Pedaço de Madeira de Deus' inspira-se num facto histórico: a greve mantida pelos trabalhadores africanos do caminho-de-ferro Dacar-Niger de Outubro de 1947 a Março de 1948. Ergue-se como um grande friso que representa a sociedade do pós-guerra no que é hoje o Senegal e o Mali (então parte da África Ocidental Francesa), no momento em que se organiza a nascente classe operária africana. Nas páginas de 'Os Pedaços de Madeira de Deus' a África revolucionária faz ouvir o seu grito rebelde. Apesar dos personagens individualizados, o verdadeiro e grande protagonista é o povo, o povo africano catapultado pelo desenvolvimento histórico e pelas novas relações de produção impostas pelo colonialismo para o centro da luta de classes contemporânea.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Os Pedaços de Madeira de Deus”, de Ousmane Sembène, publicado pela editora Caminho, em 1978 e com 307 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Caminho
Páginas: 307
Ano: 1978
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 9725503678
ISBN13: 9789725503676
Sobre a editora
Os livros da editora Caminho costumam explorar temas sociais, históricos e políticos com uma linguagem que varia entre o rigor e a leveza irônica. O catálogo traz narrativas que transitam entre o drama humano e a reflexão crítica, muitas vezes ambientadas em contextos marcados por conflitos, mudanças sociais e dilemas éticos. A experiência de leitura pode ser tanto densa e metafórica quanto acessível e direta, com obras que dialogam com a memória coletiva e a cultura, incluindo poesia, crônicas e ficção. O tom ora é sóbrio, ora irônico, e o ritmo pode oscilar entre a fluidez narrativa e a intensidade reflexiva, convidando o leitor a pensar sobre o tempo, a história e a condição humana.
