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Oscarina

Título: Oscarina

Autor: Marques Rebelo

Sinopse: "Um clássico de Marques Rebelo que retrata o cotidiano do subúrbio carioca. Oscarina mostra uma cidade longíngua e ainda muito viva. Com personagens bem caracterizados, a linguagem um tanto dramática e a incorporação dos falares das ruas na escrita, o autor revela o que é próprio de um certo Rio de Janeiro, mas também algo comum à alma humana, com seus desejos e contradições. Jorge desiste dos estudos, para desgosto do pai, e acaba seguindo carreira militar. Troca a noiva, Zita, por Oscarina, uma mulher cheia de encantos, que o apresenta a novos hábitos, e assim ele se lança de vez à vida boêmia. Clarete, do conto “Felicidade”, sonha em ser atriz, mas acaba se casando com o chefe. O protagonista de “Onofre, o terrível, ou a sede de justiça” é um mata-mosquitos que, insatisfeito com o salário irrisório e com o chefe que não trabalha, pensa em se vingar — o que revela também a consciência sobre o valor do próprio trabalho. Publicado originalmente em 1931, Oscarina, estreia literária de Marques Rebelo, reúne dezesseis contos que mostram o cotidiano de donas de casa, trabalhadores e tipos do subúrbio carioca. O autor se mostra ainda atual e apresenta o Rio de Janeiro além dos cartões-postais. “‘Marques Rebelo é moderno sem ser modernista’”, definiu o dramaturgo e romancista Josué Montello [...]. Ao trazer Oscarina de volta às livrarias, esta bela edição da José Olympio vem reiterar as palavras do acadêmico. Como se não bastasse, nos lembra que a literatura é também o lugar dos ferrados, dos invisíveis, dos maltratados, dos vencidos. Torcedor apaixonado do América Futebol Clube — ‘meu time perde sempre’, dizia —, Rebelo sempre esteve ao lado deles.” — do prefácio de Marcelo Moutinho “Agira como um babaquara tomando birra ao estudo à toa, porque tinha até muita sorte: estudava pouco e passava em tudo quanto era exame. Raspando, mas passava e era o que valia. Tinha, porém, inveja dos camaradas empregados que não estudavam, que não ficavam mais magros por não saberem os teoremas de geometria, nem os verbos irregulares ingleses, dos quais o Benzabat atulhava treze paginhas, o bandido, e tinham — felizardos! — a noite inteira para jogar na gandaia. E as festas do Ginástico, do Orfeon, do Clube Euterpe!… Aquilo, sim, é que era vida! Por aquilo é que ele ansiava.”"

Contexto da obra

Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “Oscarina”, de Marques Rebelo, publicado pela editora José Olympio, em 2022 e com 208 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.

Editora: José Olympio

Páginas: 208

Ano: 2022

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 6558470500

ISBN13: 9786558470502

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,270
  • Altura (cm): 20,50
  • Largura (cm): 13,50
  • Espessura (cm): 1,20

Sobre o autor

A leitura dos livros de Marques Rebelo é um convite para mergulhar em um Rio de Janeiro multifacetado, onde o íntimo e o coletivo se entrelaçam com naturalidade. Sua prosa combina um ritmo cadenciado com coloquialidade, trazendo à tona personagens que transitam entre a malícia e a ternura, num retrato vivo da classe média e dos subúrbios cariocas em transformação. A narrativa oscila entre o realismo detalhado e momentos de memória poética, revelando tensões sociais e afetivas sem perder a leveza do humor e da ginga típica da cidade. O leitor encontra uma escrita que ora se aproxima da crônica, ora do romance, sempre com um olhar atento às contradições da vida urbana e às histórias pessoais que a compõem.

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Sobre a editora

Os livros da editora José Olympio costumam oferecer uma experiência de leitura que alia profundidade histórica e literária a narrativas que exploram a formação pessoal e social dos personagens. O catálogo apresenta obras que transitam entre o romance de formação, biografias detalhadas e análises culturais, muitas vezes ambientadas em contextos históricos marcantes, como o Brasil rural e urbano do século XX ou a Europa em períodos de transformação. A linguagem varia do mais narrativo, com atenção à psicologia dos personagens, ao mais informativo, com textos que dialogam com a crítica literária e a pesquisa acadêmica. Essa diversidade sugere um público interessado tanto em ficção com densidade social quanto em estudos literários e históricos.

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