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Papel de Parede Amarelo, O

Título: Papel de Parede Amarelo, O

Autor: Charlotte Perkins Gilman

Sinopse: "O papel de parede amarelo é um clássico da literatura feminista publicado pela primeira vez no Brasil. Para tratar a esposa fragilizada, um médico aluga uma fazenda histórica, na tentativa de criar ali um retiro de recuperação emocional. O lugar é encantador, com uma bela mansão colonial e jardins amplos e sombreados. Tudo parece compor o cenário perfeito. Mas algo de muito estranho se passa naquela casa… especialmente no quarto em que o casal se instala, com o sombrio papel de parede amarelo. Desde sua publicação, em 1892, o drama narrado por Charlotte Perkins Gilman tem sido categorizado como uma narrativa de aberração mental, uma história de terror ao estilo de Edgar Allan Poe — não só pela temática, mas pela qualidade textual. Os críticos contemporâneos observam, no entanto, que O papel de parede amarelo apresenta elementos que vão além da fantasia ou do delírio, fazendo com que este livro, como afirma Elaine R. Hedges, no posfácio à presente edição, seja “um dos raros textos literários de uma autora do século XIX que confrontam diretamente a política sexual das relações homem–mulher, marido–esposa”. Talvez seja esse o motivo pelo qual o texto original tenha sido rejeitado por alguns editores até sua publicação na New England Magazine. O fato é que a autora, grande intelectual feminista e professora, que atinge seu ápice literário neste conto, foi responsável por uma produção extremamente relevante de textos não ficcionais sobre a condição da mulher em seu tempo. Por ter vivido sob depressão durante um período e haver recebido tratamento psicológico duvidoso, é possível perceber elementos autobiográficos na história que temos em mãos. Quando nos aproximamos da personagem feminina de O papel de parede amarelo, uma mulher deprimida e submetida a um tratamento impositivo e infantilizador, percebemos que a incômoda estranheza sentida por ela tem suas causas em algo além da casa e das aberrantes visões despertadas pelo papel de parede amarelo. E o estranho, como observou Freud, é aquilo que nos é mais familiar."

Contexto da obra

Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “Papel de Parede Amarelo, O”, de Charlotte Perkins Gilman, publicado pela editora José Olympio, em 2016 e com 112 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.

Editora: José Olympio

Páginas: 112

Ano: 2016

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8503012723

ISBN13: 9788503012720

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,120
  • Altura (cm): 18,00
  • Largura (cm): 12,00
  • Espessura (cm): 0,90

Sobre o autor

A leitura dos livros de Charlotte Perkins Gilman é marcada por uma prosa que combina clareza e intensidade emocional, mergulhando o leitor em tensões psicológicas e sociais profundas. Seus textos alternam entre narrativas intimistas, muitas vezes em primeira pessoa, e descrições mais amplas de sociedades utópicas, criando um contraste entre o confinamento individual e a expansão coletiva. A escrita, por vezes densa e carregada de crítica social, convida à reflexão sobre papéis de gênero, saúde mental e estruturas de poder, sem perder o ritmo envolvente. A experiência é tanto intelectual quanto sensorial, pois o leitor acompanha desde delírios e angústias até visões de mundos alternativos, sempre com uma voz que desafia normas e expectativas. É comum que os livros de Charlotte Perkins Gilman deixem uma pergunta latente sobre a possibilidade de transformação pessoal e social.

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Sobre a editora

Os livros da editora José Olympio costumam oferecer uma experiência de leitura que alia profundidade histórica e literária a narrativas que exploram a formação pessoal e social dos personagens. O catálogo apresenta obras que transitam entre o romance de formação, biografias detalhadas e análises culturais, muitas vezes ambientadas em contextos históricos marcantes, como o Brasil rural e urbano do século XX ou a Europa em períodos de transformação. A linguagem varia do mais narrativo, com atenção à psicologia dos personagens, ao mais informativo, com textos que dialogam com a crítica literária e a pesquisa acadêmica. Essa diversidade sugere um público interessado tanto em ficção com densidade social quanto em estudos literários e históricos.

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