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Pele Negra Mascaras Brancas

Título: Pele Negra Mascaras Brancas

Autor: Frantz Fanon

Sinopse: Primeiro livro de Frantz Fanon, "Pele negra, máscaras brancas" é um dos textos mais influentes dos movimentos de luta antirracista desde sua publicação, em 1952. Logo de início, se apresenta como uma interpretação psicanalítica da questão negra, tendo como motivação explícita desalienar pessoas negras do complexo de inferioridade que a sociedade branca lhes incute desde a infância. Assim, descortina os mecanismos pelos quais a sociedade colonialista instaura, para além da disparidade econômica e social, a interiorização de uma inferioridade associada à cor da pele – o que o autor chama de "epidermização da inferioridade". Não se compreende a questão negra fora da relação negro-branco. Com erudição, Fanon articula conceitos da filosofia, psicanálise, psiquiatria e antropologia, e autores como Hegel, Sartre, Lacan, Freud e Aimé Cesaire (referência literária, intelectual e política que perpassa toda a obra), numa notável linguagem poética, que nos conduz a uma reflexão sobre sua relação com o tema. Um dos principais efeitos da leitura da obra – diz o professor e pesquisador Deivison Faustino no posfácio a esta edição – é fazer leitores e leitoras se descobrirem, seja em sua vulnerabilidade e desamparo, seja angustiados sob a consciência de seus pecados, ou ainda como demônios que impõem sofrimento e dominação a outros, mesmo que a princípio se vejam como anjos. Em um momento de ampliação da luta antirracista e conscientização e incorporação de brancas e brancos a essa luta, este livro continua sendo transformador, em busca de uma sociedade realmente livre e igualitária. A edição da Ubu conta com prefácio de Grada Kilomba e posfácio do especialista em Fanon Deivison Faustino. Textos escritos especialmente para a edição da Ubu. O livro traz ainda textos do intelectual e ativista Francis Jeanson e do historiador Paul Gilroy. Tradução de Sebastião Nascimento, com colaboração de Raquel Camargo.

Contexto da obra

Nas Ciências Políticas, livros como este costumam dialogar com instituições, ideias e vida pública. “Pele Negra Mascaras Brancas”, de Frantz Fanon, publicado pela editora Ubu Editora, em 2020 e com 320 páginas, integra a categoria Livros de Ciências Políticas. Esse enquadramento ajuda o leitor a perceber melhor a natureza analítica da obra e seu lugar no debate político.

Editora: Ubu Editora

Páginas: 320

Ano: 2020

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 6586497205

ISBN13: 9786586497205

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,400
  • Altura (cm): 21,00
  • Largura (cm): 14,00
  • Espessura (cm): 1,00

Sobre o autor

A leitura dos livros de Frantz Fanon é uma experiência intensa e desafiadora, marcada por uma prosa que combina rigor analítico e força poética. O tom é ao mesmo tempo combativo e profundamente reflexivo, explorando as dores da subjetividade ferida pelo racismo e a violência colonial. A tensão se constrói entre a denúncia da opressão e o impulso revolucionário, com ritmo que ora se acelera em passagens inflamadas, ora se detém em análises densas e filosóficas. O leitor é convidado a mergulhar nas contradições do entre-lugar racial, acompanhando personagens e ideias que se confrontam e se completam, numa escrita que não se esquiva do conflito interno nem da urgência histórica. Este percurso intelectual e emocional é atravessado pela busca de superação das máscaras sociais e pela reflexão sobre a construção da identidade e da liberdade. Os livros de Frantz Fanon oferecem um diálogo que permanece atual, instigando o leitor a pensar as relações de poder e a psicologia da opressão.

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Sobre a editora

Os livros da editora Ubu Editora convidam o leitor a um mergulho em temas densos e contemporâneos, que transitam entre a filosofia, a psicanálise, a crítica social e a reflexão política. A experiência de leitura costuma ser marcada por uma linguagem cuidadosa, que equilibra rigor conceitual e acessibilidade, como se vê em obras que discutem desde a ética da inteligência artificial até questões de identidade e resistência cultural. O catálogo sugere uma preferência por textos que combinam análise crítica com narrativas que provocam o pensamento, muitas vezes atravessadas por tensões entre teoria e vivência, história e atualidade. Há também um cuidado editorial perceptível na apresentação visual e no formato, como em edições que valorizam o diálogo entre texto e imagem, reforçando o aspecto contemplativo e reflexivo da leitura.

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