
Título: Poetas Russos
Autor: Marina Tsvetaeva
Sinopse: Neste volume levei em consideração uma série de factores, subjectivos e objectivos, que procurarei explicar. Para começar, é preciso esclarecer que, em relação à poesia russa, para além dos factores de objectividade ou subjectividade, há outro elemento que é preciso levar em conta: a tradutibilidade. Devido à fonética russa, nesta língua abundam os poetas que vivem, em minha opinião, excessivamente do idioma e que, quando vertidos para outras línguas, não são suficientemente eficazes, não «resultam». É o caso, por exemplo, de Pushkin, considerado o maior poeta russo e que é talvez o menos traduzido. (?) Com outros autores, pelo contrário, dá?se um encontro imediato, sensível e, para além de viverem mais amplamente de elementos que não exclusivamente os linguísticos, o tom encontra rapidamente o seu correspondente na outra língua. É o caso de Maiakovski. (?) Outro poeta que também ocupa muito espaço neste volume é Aleksandr Blok: o poema «Os doze» completo. (?) É um dos grandes poemas, uma das grandes obras primas da poética europeia deste século, de que se fala muito, mas de que em Portugal não havia nenhuma tradução. Não quis também perder a oportunidade de o incluir neste volume
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Poetas Russos”, de Marina Tsvetaeva, publicado pela editora Relógio D'Água, em 1995 e com 221 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Relógio D'Água
Páginas: 221
Ano: 1995
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 9727082807
ISBN13: 9789727082803
Sobre a editora
Os livros da editora Relógio D'Água apresentam uma leitura que mescla densidade intelectual e narrativa envolvente, transitando entre a poesia, a filosofia e a ficção literária com forte carga reflexiva. As obras frequentemente exploram tensões entre pensamento e ação, passado e presente, individual e coletivo, criando atmosferas que oscilam entre o íntimo e o universal. O ritmo das narrativas varia, podendo ser contemplativo e psicológico em alguns casos, ou marcado por conflitos morais e políticos em outros, sempre com uma linguagem que privilegia a precisão e a profundidade. O catálogo sugere uma atenção especial a temas como a condição humana, o poder, a memória e as contradições sociais, com textos que dialogam tanto com a tradição clássica quanto com questões contemporâneas.
