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Quatro Passos Sobre O Vazio

Título: Quatro Passos Sobre O Vazio

Autor: Marcia Tiburi

Sinopse: Seria reducionista afirmar que as breves narrativas de Quatro passos sobre o vazio representam distopias do século XXI – com possíveis desdobramentos tecnológicos e violências consequentes – permeadas por intertextualidades shakespearianas; talvez seja, esse, apenas o palco (ou o fundo da tela) para que Marcia Tiburi coloque em cena (ou delineie em tintas) sua potência criativa, mesclando ficção e filosofia.Para Tiburi, o ponto de partida foi um desenho, reproduzido nesta edição, que a autora elaborou buscando compreender as comparações freudianas entre as figuras de Édipo e Hamlet.E somos introduzidos, logo no início, ao Projeto para o Psicomapeamento de Hamlet. É um projeto que propõe a “melhoria da raça humana”, que – em tese, pois somente se revela, revela?, a primeira pessoa de um dos funcionários do laboratório – aplica dispositivos robóticos rumo à certa perfeição subserviente.Incógnita, a cartografia; impreciso, o tempo.Métodos. Regras. Relatórios. Refletidos, pela estética seca, insólita, no estilo do texto. E na solitude dos personagens que, nele, vão surgindo feito interrogações. Em Quatro passos sobre o vazio, o sentimento que você, leitora, você, leitor, conhece por “amor” não recebe mais tal denominação. Não recebe denominação alguma. A palavra “amor” é “praticamente uma senha”, mas vazia de conteúdo.O que pode também remeter a Ludwig Wittgenstein (Tractatus Logico-Philosophicus): “Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo.” O que pode remeter a George Orwell (1984): “As vantagens imediatas de falsificar o passado eram óbvias, mas a verdadeira razão era misteriosa.”Não seria reducionista afirmar que são misteriosas – bem como a sociedade que ensaiam (ou esboçam) –, as quatro narrativas, entrelaçadas, de Marcia Tiburi; talvez uma das respostas, caso existam respostas, uma das chaves, encontre-se absconsa no próprio livro: “A literatura sabe muito antes aquilo que a ciência demora séculos para provar.”

Contexto da obra

Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “Quatro Passos Sobre O Vazio”, de Marcia Tiburi, publicado pela editora Editora Nós, em 2019 e com 64 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.

Editora: Editora Nós

Páginas: 64

Ano: 2019

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8569020473

ISBN13: 9788569020479

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,200
  • Altura (cm): 21,00
  • Largura (cm): 12,50
  • Espessura (cm): 0,80

Sobre o autor

A leitura dos livros de Marcia Tiburi é um convite para um pensamento ativo e crítico, que transita entre o filosófico e o político com uma prosa acessível e direta. Em seus textos, o ritmo varia entre o denso e o fluido, ora com um tom combativo e urgente, ora com uma abordagem mais didática e reflexiva, especialmente quando trata de temas como ética, feminismo e educação. A tensão se constrói a partir do embate entre ideias e realidades sociais, explorando as contradições do mundo contemporâneo, como o autoritarismo e as injustiças estruturais. O foco emocional está na urgência da resistência e na busca por uma compreensão profunda das condições que moldam nossas vidas, enquanto o intelectual se vê desafiado a repensar conceitos tradicionais de poder, linguagem e identidade. Os livros de Marcia Tiburi estimulam o leitor a dialogar consigo mesmo e com o mundo, deixando perguntas sobre liberdade, democracia e a possibilidade de transformação social.

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Sobre a editora

Os livros da editora Editora Nós convidam o leitor a um mergulho em universos literários que transitam entre o coloquial e o experimental, o íntimo e o social. A oralidade periférica, a poesia que dialoga com o concreto e o manifesto, e narrativas que exploram a subjetividade em múltiplas vozes são marcas recorrentes. O catálogo revela uma atenção especial a temas como a resistência cultural, o feminismo crítico, e a complexidade das relações humanas em contextos contemporâneos, muitas vezes tensionados por violência, exclusão ou memória. A escrita varia do tom visceral e urgente ao lírico e sensorial, com ritmo que pode ser tanto vertiginoso quanto meditativo, dependendo da obra. Em alguns casos, há uma aposta clara na experimentação formal, seja pela fragmentação narrativa ou pelo uso de grafismos e diálogos internos.

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