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Quem matou meu pai

Título: Quem matou meu pai

Autor: Édouard Louis

Sinopse: Édouard Louis tornou-se um fenômeno literário com a publicação de O fim de Eddy, História da violência, entre outros livros. Em sua obra, inscrita em uma tradição que remonta a Annie Ernaux e Didier Eribon, a homossexualidade e as injustiças de classe são retratadas por meio de uma escrita afiada, marcada por altas doses de crítica social e política. Quem matou meu pai é uma narrativa breve e dilacerante, que reflete sobre a relação com o pai, fraturada pela indiferença, pela vergonha e pelo conflito. "Não tenho medo de me repetir, porque o que escrevo, o que eu digo, não atende às exigências da literatura, mas às da necessidade e da urgência, às do fogo", é o que diz Louis. Esse é o tom de manifesto inadiável que percorre a obra e se faz sentir na figura do pai doente e moribundo, que o narrador visita para prestar ajuda mas, acima de tudo, em busca de reconciliação.

Contexto da obra

Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “Quem matou meu pai”, de Édouard Louis, publicado pela editora Todavia, em 2023 e com 72 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.

Editora: Todavia

Páginas: 72

Ano: 2023

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 6556924636

ISBN13: 9786556924632

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,090
  • Altura (cm): 17,00
  • Largura (cm): 11,50
  • Espessura (cm): 0,70

Sobre o autor

A leitura dos livros de Édouard Louis é marcada por uma prosa direta e intensa, que expõe com clareza as tensões entre classe social, identidade e violência. O ritmo varia entre momentos de reflexão profunda e passagens de grande urgência emocional, criando uma experiência que mescla o íntimo e o coletivo. O autor conduz o leitor por narrativas que revelam rupturas familiares e sociais, sempre com uma voz sensível, por vezes cortante, que não evita o confronto com temas difíceis. A construção dos personagens é feita a partir de vivências muito pessoais, o que confere autenticidade e uma carga afetiva densa, ao mesmo tempo em que provoca questionamentos sobre pertencimento e transformação. Há livros mais focados em memórias e relatos autobiográficos, e outros que se aproximam do diálogo político e cultural, ampliando o espectro da obra.

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Sobre a editora

Os livros da editora Todavia costumam apresentar narrativas densas e multifacetadas, que transitam entre a crônica social, o romance intimista e o ensaio político. A experiência de leitura frequentemente envolve um mergulho em contextos históricos e culturais complexos, com personagens que enfrentam dilemas pessoais em meio a tensões sociais ou políticas. O tom varia entre o sóbrio e o irônico, com uma linguagem que ora é direta e clara, ora poética e reflexiva, convidando o leitor a uma reflexão crítica sobre temas como memória, identidade, violência e desigualdade. O catálogo revela uma preocupação constante com a representação de vozes marginalizadas ou pouco conhecidas, seja por meio de relatos de resistência, seja pelo exame das estruturas sociais que moldam essas vidas.

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