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Reclamar o direito de dizer tudo

Título: Reclamar o direito de dizer tudo

Autor: Julieta Marchant

Sinopse: “Reclamar o direito de dizer tudo é literalmente uma declaração de guerra ao silêncio. É optar por dar as costas à contenção e à contenção (ambas características eminentemente masculinas). Buscar a poesia não na meditação nem na tranquilidade de vagar pelas florestas, mas em “uma torrente de palavras que tropeçam, formam uma figura por um instante e depois voltam ao caos que as fez aparecer”. Afinal, escrever – como nos adverte Julieta Marchant neste livro – é uma forma de resistência a a proibição que estabelece o silêncio”. Carlos Soto Román “Este livro é feito de perguntas. Perguntas que são feitas no silêncio da escrita. Perguntas que soam como música indistinguível em um piano. Perguntas que não têm pontos de interrogação, como pensamentos. As palavras perguntam quando pensamos. Elas se tornam elas mesmas um meio de questionando a nós mesmos. Nós a interrogamos cada vez que pensamos diante de uma página em branco. Virando, cada palavra, uma pergunta, o pensamento começa a se transformar em letra. Em uma letra indistinguível, talvez incontestável. A letra da música que ouvimos sem ser capaz de decifrar”. Macarena Garcia Moggia

Contexto da obra

Na poesia, um livro como este costuma pedir um olhar mais atento para linguagem, ritmo e imagem. “Reclamar o direito de dizer tudo”, de Julieta Marchant, publicado pela editora Moinhos, em 2021 e com 56 páginas, integra a categoria Livros de Poesia. Na prática, a força do livro muitas vezes aparece no modo como ele faz a linguagem trabalhar.

Editora: Moinhos

Páginas: 56

Ano: 2021

Edição:

Linguagem: pt

ISBN: 9786556810935

ISBN13: 9786556810935

    Sobre a editora

    A leitura dos livros da editora Moinhos revela um interesse constante pela complexidade das experiências humanas, muitas vezes exploradas em narrativas densas e intensas, que transitam entre a poesia, o romance e o ensaio. O catálogo privilegia obras que expõem conflitos íntimos e sociais, como a violência estrutural, as tensões de gênero e as contradições da memória, em contextos urbanos ou periféricos marcados por desigualdades. A linguagem costuma ser cuidadosa e reflexiva, ora lírica, ora incisiva, com ritmo que oscila entre o fragmentado e o fluido, convidando o leitor a mergulhar em atmosferas que vão do cotidiano à dimensão simbólica. Moinhos publica textos que se debruçam sobre a condição feminina, a marginalidade, o corpo e a linguagem, além de estudos literários que propõem leituras críticas e analíticas profundas.

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