
Título: Rei Negro: Romance Bárbaro
Autor: Coelho Netto
Sinopse: Em “O rei negro”, obra publicada em 1914, é possível apreciar o estilo verborrágico de Coelho Neto. O autor traz à tona a história do protagonista Macambira, um rapaz negro escravizado que trabalha numa fazenda no interior do Rio de Janeiro. Assim, a narrativa desenrola-se, pois, no interior de uma fazenda pertencente à Manuel Gandra e à sua esposa Clara. O narrador, antes de centrar-se na história do protagonista, mostra o sofrimento dos escravos e expõe a difícil vida das cativas jovens, que sofrem abusos sexuais por parte de Júlio. Macambira, por seu turno, não padece, no início do romance, de nenhum tipo de sofrimento, mais violento, experimentado pelos os outros escravos da fazenda. O rapaz goza de um certo prestígio (limitado, uma vez que era um cativo) perante a família de Gandra, visto que é responsável pela entrega das mercadorias da fazenda. Esse ofício e a proximidade com os senhores faz com que Macambira seja desprezado pelos outros escravos da fazenda. Diferentemente dos outros cativos, o protagonista ignora os prazeres carnais e condena os atos luxuriosos dos escravos.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Rei Negro: Romance Bárbaro”, de Coelho Netto, publicado pela editora Lello & Irmão, em 1914 e com 462 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Lello & Irmão
Páginas: 462
Ano: 1914
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN: 0332654885
ISBN13:
Sobre a editora
Os livros da editora Lello & Irmão trazem narrativas que transitam entre o histórico e o literário, com forte presença de obras que exploram contextos sociais e políticos do passado. Há uma atenção visível a personagens inseridos em cenários marcados por tensões sociais, como o ambiente rural escravista ou a corte europeia, revelando conflitos de poder e relações humanas complexas. O tom varia entre o descritivo e o irônico, especialmente nas crônicas que retratam sociedades com crítica sutil. O catálogo sugere um equilíbrio entre textos mais densos e verborrágicos e outros de ritmo mais leve, como comédias que misturam elementos mitológicos e folclóricos.
