
Título: Representações da colonização
Autor: José Carlos Radin
Sinopse: A necessidade de modernizar e civilizar a população durante o século XX tornava-se reconhecida pelo governo do Estado no antigo município de Cruzeiro-(SC). Criado em 25 de agosto de 1917, com extensão territorial de 7.680 Km² e situado à margem direita do rio do Peixe e da Ferrovia São Paulo-Rio Grande, o município de Cruzeiro (SC) sofreria transformações, ou seja, as "terras inaproveitadas" seriam colonizadas por migrantes e alvo de interesses mercantis. No entanto, na época o próprio governo Estadual afirmou não ter recursos financeiros suficientes para fazer frente a essa modernização. Assim, ocorreu então a atuação das companhias colonizadoras, que se apropriaram de grandes áreas de terra e colonizaram pequenos lotes destinados à agricultura familiar. Grande parte dessas terras foram vendidas a migrantes descendentes de italianos, alemães e poloneses (isso, por acreditar que estes eram civilizadores com visão progressista de trabalho e futuro). José Carlos Radin, em "Representações da Colonização", faz uma análise da atuação dessas companhias colonizadoras, evidenciando como aconteceu o processo de reconstrução e ocupação da região,e a conivência do poder público com os interesses do capital privado e os artifícios mobilizados para a venda dos lotes.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Representações da colonização”, de José Carlos Radin, publicado pela editora Argos, em 2009 e com 322 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Argos
Páginas: 322
Ano: 2009
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8598981974
ISBN13: 9788598981970
Sobre a editora
Os livros da editora ARGOS convidam a uma imersão em temas ligados à história regional, ciências humanas e sociais, além de debates contemporâneos em educação, cultura e políticas públicas. A leitura geralmente envolve narrativas que combinam pesquisa acadêmica com relatos documentais e análises críticas, criando um ritmo que alterna entre o descritivo e o reflexivo. O catálogo privilegia obras que exploram o oeste catarinense sob múltiplas perspectivas, mas também se estende a discussões sobre urbanismo, inclusão e ciência e tecnologia no Brasil. Há uma atenção especial a textos que, mesmo densos, mantêm uma linguagem acessível, favorecendo tanto o público acadêmico quanto leitores interessados em temas sociais e culturais.
