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Rio de Janeiro, Cidade Mestiça

Título: Rio de Janeiro, Cidade Mestiça

Autor: Jean-Baptiste Debret

Sinopse: O Rio de Janeiro dos anos 20 e 30 do século XIX é a metrópole do país. É uma cidade movimentada, colorida, perigosa. Quase um terço de seus habitantes nasceu na África, mas é grande a população de europeus vindos com a corte portuguesa. É esse Rio de Janeiro mestiço que Jean-Baptiste Debret retrata durante os quinze anos em que morou ali, de 1816 a 1831. A moça rica e analfabeta, o sinhozinho indolente, a vergonhosa compra e venda de africanos na rua do Valongo, as sessões de chibatadas nas praças públicas, o desembargador, o contrabandista e o comerciante desonesto, os artesãos, as prostitutas e os marinheiros, as roupas que se usavam na época, as comidas, os remédios e as mandingas - nada escapou ao seu pincel.Setenta de suas litografias estão reproduzidas em Rio de Janeiro, cidade mestiça, acompanhadas dos comentários saborosos do próprio Debret. E pela primeira vez as imagens são analisadas também por seu valor como fonte para o estudo do nascimento da nação brasileira, em ensaios do historiador Luiz Felipe de Alencastro, do antropólogo francês Serge Gruzinski e do romancista guineano Tierno Monénembo.

Contexto da obra

Na História, livros como este costumam ser lidos como forma de ampliar contexto, memória e compreensão de processos. “Rio de Janeiro, Cidade Mestiça”, de Jean-Baptiste Debret, publicado pela editora Companhia das Letras, em 2001 e com 204 páginas, integra a categoria Livros de História. Esse contexto ajuda a tornar mais clara a proposta histórica da obra e o tipo de leitura que ela convida a fazer.

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 204

Ano: 2001

Edição: undefined

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 853590168X

ISBN13: 9788535901689

  • Encadernação: CAPA DURA
  • Peso (kg): 0,900
  • Altura (cm): 26,00
  • Largura (cm): 19,00
  • Espessura (cm): 2,50

Sobre o autor

A leitura dos livros de Jean-Baptiste Debret é um convite a um passeio visual e textual pelo Brasil do início do século XIX, onde o olhar atento do artista captura cenas cotidianas com riqueza de detalhes e personagens. O ritmo é contemplativo, quase documental, permitindo que o leitor se detenha nas nuances da vida urbana e rural, das ruas movimentadas do Rio de Janeiro às paisagens do sudeste brasileiro. A tensão surge da justaposição entre o registro minucioso e a crueza das situações retratadas, como a escravidão e as práticas sociais da época. O foco está na observação precisa, que combina imagens e textos para formar um testemunho histórico e social, com um tom que varia entre o descritivo e o levemente crítico. Essa experiência se constrói a partir de um repertório visual que dialoga com a escrita, tornando a leitura tanto intelectual quanto sensorial.

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Sobre a editora

Os livros da editora Companhia Das Letras oferecem uma experiência de leitura que varia entre o íntimo e o social, com narrativas que exploram conflitos familiares, questões históricas e políticas, além de temas contemporâneos como violência e memória. O catálogo privilegia obras que mesclam profundidade psicológica e crítica social, apresentando personagens complexos e ambientes que vão do Brasil urbano à paisagem natural, passando por contextos históricos e culturais diversos. Há um equilíbrio entre textos mais narrativos, como romances e contos, e obras informativas ou ensaísticas que dialogam com a história, política e ciências sociais. O tom pode ser tanto reflexivo e melancólico quanto ágil e envolvente, com ritmo que ora convida à contemplação, ora mantém a tensão do suspense.

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